O
Coelhinho de Asas Vermelhas
Carolyn Sherwin
Bailey

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Era uma vez um
coelhinho que tinha duas lindas orelhas cor de rosa, dois vivos olhinhos
vermelhos e quatro mimosas patinhas. Embora fosse um animalzinho tão
bonito, ele não se sentia feliz.
Quando via Dom
Rabo Comprido, que era um esquilo cinzento, o coelhinho branco dizia a sua
mamãe:
Quando via a
Senhorita Patinha caminhando com as suas patas largas e vermelhas,
punha-se a choramingar:
Certo dia Dom
Porco do Mato ouviu o coelhinho branco dizendo que QUERIA ser isto ou
aquilo.
O coelhinho branco, sem perder um minuto, correu pela floresta, só parando diante dum tronco de árvore cortado, onde as águas da chuva tinham se depositado. Era o Lago do Desejo.
Ali estava,
nesse momento, bebendo água, um pequeno pássaro todo vermelho.
Começou a
sentir uma coisa esquisita nos ombros, como quando era pequenino e os
dentinhos apontavam. Eram as suas asas
vermelhas que estavam nascendo!
A noite ficara escura. Quando ele chegou à porta do
buraco da árvore onde morava, sua mamãe não o conheceu. Sim, ela não
o reconheceu, pois nunca vira um coelhinho com asas em toda a sua
vida.
Depois de
muito andar, chegou à porta da casa de Dom Rabo Comprido, o
esquilo.
Triste,
muito triste, o coelhinho branco procurou a Senhorita Patinha, que morava
num charco. Perguntou:
Finalmente,
o coelhinho procurou a casa do Porco do Mato.
Logo que
amanheceu, o coelhinho quis tentar um pequeno voo. Subiu até um lugar
alto, abriu as asas e saltou. Foi cair direitinho sobre uma árvore de
espinhos.
- Você
ainda QUER ter asas vermelhas? perguntou-lhe o sábio bicho, depois de
tirá-lo do espinheiro.
O desejo do
coelhinho ajuizado se realizou. |
Ilustração
de Dorothy Grider
Tradução de Mário Donato e Marcos Rei
Edição
Melhoramentos
Animação das figuras de Maux

Essa historinha
é para o Ricardo Meton,
lembranças do primeiro livrinho que a vovó leu
sozinha,
aos 5 anos de idade...