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ESTOMAGO
DESAPONTADO

Depois de
muito passear, Globi quis reconfortar seu estomago esfaimado, num
restaurante afamado.
Entra, senta-se e o garçom traz-lhe as
entradas e o pão. Afinal, chega o jantar, na bandeja, a
fumegar.
Vem tudo
em cinco terrinas, grande, média e pequeninas. "Cinco peças! Que
beleza!" diz Globi, vendo-as na mesa.
O garçom as
destampou e, bico ao ar, se afastou... Globi então viu-se,
espantado, com cinco peças... logrado!
Sopa, um bifinho, batata, arroz e ervilha de
lata... Tudo com nome pomposo! Globi ergueu-se
furioso...
Louco de fome, oh! caipora! Paga caro e vai-se
embora. E para o ventre aplacar leva um ganso vivo... a assar!

NOS
JARDINS DE VERSALHES

Versalhes!
Como é grandioso seu palácio majestoso! Seus jardins, cheios de
flores, são artísticos primores.
De seus lagos
remansosos sobem repuxos suntuosos. Em todos os seus recantos há
surpreendentes encantos.
Em Versalhes, só, calado, Globi passeia
extasiado. Pelas largas avenidas folgam crianças
garridas.
Garotos, em
pleno sol, correm, jogam fuetebol. Globi para, põe-se a olhar com
vontade de brincar...
Mas eis que a bola, a zunir, veio num lago
cair. Às águas Globi se joga. É nadador, não se
afoga...
O que faz é
proibido, mas chuta a bola o atrevido! Vendo o guarda, logra-o
assim: finge a estátua de um... delfim!...
GLOBI E O AGENTE POLICIAL

Globi tem
pressa... A um sinal fez parar um policial, que, na avenida
repleta rodava em motocicleta.
"Que foi?!" assim que o
avista pergunta o motociclista. "Um crime no Quarteirão!" "No
Latino?" "Isso, pois não!
Quer
levar-me? Indicarei o lugar exato. Eu sei..." "Monte atrás", disse-lhe o
agente. Globi montou prontamente.
As
explosões do motor, com barulho assustador, a motocicleta,
então, disparou como rojão.
Mão ao chapéu, capa ao
vento, Globi veloz, ia atento, seguro ao corpo do agente, a quem
gritou, de repente:
"Pare". O
policia atendeu. Globi, saltando, correu... "Logrei o agente! À sua
custa chego ao cinema à hora justa..."
QUEM TEM
MUITOS AMIGOS...

"Desde que estou aqui", reflete um dia Globi, "não
escrevi a ninguém, e isto assim não fica bem!
Paris tem-me
distraido a ponto de eu ter perdido a noção de um meu dever... A
todos vou escrever!..."
E escrevendo à mãe, ao pai e a massa de
amigos, vai dispondo a correspondência com ordem. Quanta
paciência!
A todos contou, feliz, seus sucessos em
Paris. Escreveu o dia inteiro, esgotou todo um
tinteiro!
E com carrinho de mão Cheio de cartas... e
então?!... Espantando a toda gente, foi ao correio,
contente.
O agente até desmaiou mal o carrinho avistou... Pois
não era para tanto? Quanto trabalho! Deus
Santo! |