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GLOBI NO HOTEL

Globi
logo hotel procura. E lê, afinal, oh! ventura! o belo nome:
"Hotel Suiço". Crê convir-lhe só por isso.
Deve ser
bem frequentado, conhecido e reputado por todo e qualquer
viajante. Se é suiço, é bastante.
Ia a porta
atravessar, mas viu-se nela a girar! Porta girante?! É
possível?! Que coisa! Parece incrível!
Não! Deve
ser armadilha com que ao incauto se pilha! Globi sente-se
estonteado... E... zás!... à rua é atirado!
Vê
estrelas ao meio-dia... E caido sobre a guia da calçada, o bom
Globi mal tem consciência de si.
Mas ouve
uma gargalhada... Ergue as malas da calçada e foge e exclama: "Hotel
Suiço! Nunca mais me pilham nisso!"

NOITADA SOB UMA
PONTE

Debruçado sobre o
Sena Globi medita... Faz pena! Tão só, sem teto nem cama, quase
lágrimas derrama...
Mas ouve embaixo um
ruido e olhando, surpreendido, vê um vagabundo a mirá-lo, todo
risonho a chamá-lo.
Globi resolve
atender e desce a escada a correr: "É um coitado e, assim,
talvez me trate com polidez."
De fato, o pobre era
amável e seu teto confortável... Sob uma ponte em Paris também se
vive feliz...
Com seu novo
companheiro Globi se ri prazenteiro. ouviu dele histórias
lindas, mil aventuras infindas.
E, sob a ponte do Sena,
passou, assim, a noite amena... Vejam como a sorte muda! Mais
vale quem Deus ajuda...

"TOALETE" À
PARISIENSE

Pela manhã, Globi
sente que deve por-se decente: "Noite debaixo de pontes dá cara
de brutamontes!
Farei 'toalete'
apurada, parisiense, requintada!" E, assobiando,
prazenteiro, Globi procura barbeiro.
Viu um salão,
afinal, era o "Salão Radical". Radical transformação vai sofrer
nesse salão!
Mal o sentam na
cadeira, -Deus Meu! Será brincadeira?
- Que
massagem! E é enrolado com pano quente e escovado!
Depois, frizam-lhe os
cabelos, isto é, da calva os tres pelos... É barbeado, é
perfumado, das mãos e dos pés tratado.
E barbeiro e
manicura, e pedicuro - ele atura... Pagou caro! E rosnou,
tonto: "Não caio mais noutra e pronto!"

O PRIMEIRO
PASSEIO

"Tive uma
idéia feliz: percorrer de auto Paris! Tudo verei a
passear, sentado, sem me cansar!"
Mal Globi
assim exclama, avista um táxi e o chama. Trata-o logo sem
discórdia vai à Praça da Concórdia.
Fica
deslumbrado ao ve-la. Adiante, é a Praça da Estrela. Tem no meio um
monumento: o Arco do Triunfo, um portento!
Mas Globi
logo se aflige, pois a situação lhe exige mudar sempre de
lugar para ver tudo ao passar...
"É
incomodo! É fatigante! Chofer! Ai! Pare um instante!" Ordena, o
chofer atende e, afinal, tudo compreende.
Sobre o
teto do automóvel Globi vai sentar-se... E, imóvel, vê as belezas de
Paris desfilarem-lhe ao
nariz!... |