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Joaninha morava no recanto
mais florido da floresta. Entre os animaizinhos, ela era a mais popular
e a mais querida do Vale das Flores. Certo dia, a Lagartixa deu uma
festa. Joaninha foi a primeira a ser convidada. E então ficou toda
entusiasmada e dizia: - Vai ser uma delícia! Todos os meus amigos
foram convidados! Joaninha quer ir muito bonita! Porque assim todo
mundo vai querer dançar e conversar com
ela!

Por isso,
colocou uma fita na cabeça, uma faixa na cintura, muitas pulseiras nos
braços e ainda levou um leque para se abanar. Perfumou-se e foi toda
feliz para a festa. No caminho encontrou Dona Formiga, na porta do formigueiro, e
disse:

- Bom Dia, Amiga Formiga! Não vai à festa da
Lagartixa? - Não posso, minha amiga. Ontem fizemos mudança e eu não
tive tempo de me preparar... - Não tem problema! Tudo bem! Eu posso
emprestar a fita que tenho na cabeça e você vai ficar linda com ela!
Quer? - Mas que bom, Joaninha! Você faria isso por mim? - Claro que
sim! Estou muito enfeitada! Posso dividir com você. E lá se foram
as duas. A formiga estava muito radiante com a fita na
cabeça. Dali a pouco, encontraram a Aranha, na sua teia fazendo
renda.

Ao ver as duas,
a Aranha falou: - Oi! Onde vão vocês duas tão bonitas? - À festa da
Lagartixa! Você não vai? - Sinto muito! Não posso. Tive muitas despesas
este mês e sem dinheiro não me preparei para a festa. - Não seja
por isso, disse a Joaninha. Estou muito enfeitada! Posso bem
emprestar as minhas pulseiras. Vão ficar lindíssimas em você!
Aceita? - Que maravilha! disse a Aranha toda
entusiasmada. - Sempre tive vontade de usar pulseiras nos meus
braços! Joaninha, você é legal demais,
sabia? E a Aranha, muito feliz, acompanhou as amigas. Logo adiante
encontraram a taturana. Como sempre, morrendo de
calor...

- Oi, Taturana! Como vai você? - Mal. Muito mal com
esse calor. Sabe que nem tenho coragem de ir à festa da Lagartixa? -
Ora, mas para isso dá-se um jeito! disse a Joaninha muito
amável. Poderei emprestar o meu leque. E lá se foi também
a Taturana, feliz da vida, abanando-se com o leque e encantada com a
gentileza da amiga. Logo depois, se encontraram com a Minhoca, que tinha
posto a cabeça para fora da terra, para tomar um pouco de
ar.

- Amiga
Minhoca, não vai à festa? disseram as amigas ao passar por
ela. -
Não dá, sabe? Eu trabalho demais. Nem tenho tempo para comprar as coisas
que preciso. Estou sem ter uma roupa boa para vestir. Sinto bastante,
porque sei que a festa vai ser muito divertida! Mas, que se vai
fazer... - Ora amiga Minhoca, disse a Joaninha com pena
dela. Dá-se um jeito... Posso emprestar a minha faixa e com ela você
ficará muito elegante! A minhoca ficou contentíssima! E seguiu com
as amigas para a festa. Joaninha estava tão feliz,
mas tão feliz com a alegria das amigas que nem reparou ter dado
tudo o que ela havia posto para ficar mais bonita! Mas a alegria do seu
coração aparecia nos olhos, no sorriso, e em tudo o que ela dizia! E
isso a fez tão linda, mas tão linda, que ninguém na festa dançou e
se divertiu mais do que ela!

Foi
aí que Joaninha descobriu que para a gente ficar bonita e se divertir não
é preciso se enfeitar toda. Basta ter o coração transbordando de
felicidade, que essa alegria de dentro deixa a gente bonita por fora. E
ela conseguiu essa alegria porque fez todo aquele pessoal ficar
feliz!

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