PETER PAN E WENDY
Texto baseado na peça teatral de James Matthew Barrie

 

 

Era uma vez, em Londres, uma família feliz. Mamãe e papai; Wendy, a filha mais velha com 11 anos; João o menorzinho e Miguel. Ah! Claro! E a cadela Nana! Nana era uma espécie de babá para as crianças.

Wendy sempre contava historias de Peter Pan para os seus dois irmãos. Segundo ela, Peter Pan morava na Terra do Nunca, uma terra mágica, com sereias, piratas malvados, índios, os meninos perdidos que ele tomava conta; sua amiguinha inseparável, a fadinha Sininho. O que mais encantava aos meninos, era o fato de Peter Pan e Sininho poderem voar.

Uma noite, Peter Pan e Sininho visitaram Wendy. Sininho era mudinha, só fazia um barulhinho de sino balançando ao vento, quando ria das brincadeiras e parolices de Peter Pan. O menino, ao contrário, falava demais e contou a Wendy muitas aventuras, que ela depois repassou aos seu irmãos.

Nesse dia, a sombra de Peter Pan que era muito fujona, escondeu-se dele no quarto da Wendy. A menina trancou-a numa gaveta, para devolve-la quando o menino retornasse para ve-la, como havia prometido.
Um dia, papai e mamãe saíram para um jantar importante. Wendy ia ficar cuidando de seus irmãozinhos e papai lhe disse que já era hora dela crescer, parar de contar histórias de Peter Pan. Que coisa mais tola um menino que não queria crescer! Todos tem que crescer um dia e ela mesma, Wendy, já estava se tornando uma mocinha.

Wendy ficou muito triste, mas mesmo assim deixou a janela aberta, pois sabia que um dia Peter Pan voltaria.
Nessa mesma noite, Peter Pan e a fada Sininho voltaram, à procura de sua sombra. Wendy costurou-a no pé de Peter Pan, para que não mais fugisse dele.

Ele disse também que viera buscá-la e que a levaria para a Terra do Nunca. Assim, ela poderia contar muitas historinhas aos Meninos Perdidos que moravam com ele.

Sininho, que não esperava por esse convite, ficou enciumada e puxou o cabelo de Wendy. O menino ficou zangado e jogou-a dentro da caixa de costura de Wendy. A fadinha rodopiou entre carretéis de linhas, agulhas e botões. Ciúme à toa. Wendy disse que não iria sem seus irmãos. Peter Pan, então, resolveu levar todo mundo para a Terra do Nunca! Os meninos ficaram muito felizes! Apenas Sininho não gostou da idéia.

 

Peter Pan pegou a fada Sininho, bateu no bumbum dela e um pó magico chamado pirlimpimpím caiu na cabeça de Wendy, João e Miguel. Assim, todos eles puderam voar como Peter Pan e Sininho!

     

Voaram por toda a cidade de Londres, fizeram estripulias junto ao grande relógio Big Ben.

  

O destino principal, no entanto, era a Terra do Nunca, uma terra maravilhosa, cheia de aventuras! Os meninos ficaram maravilhados! Peter Pan morava num local escondido, pois existia um certo Capitão Gancho, comandante de um navio pirata, que desejava matá-lo. Peter Pan, muito mais esperto que ele, não deixava que seu esconderijo fosse descoberto. E ainda troçava do Capitão, indo ao seu navio e divertindo-se à custa de seus marinheiros.  Certa feita, quando o Capitão e Peter Pan duelavam com espadas, ele caiu no mar e um crocodilo comeu a sua mão. Por isso, em uma das mãos ele possuía um gancho, o que lhe valeu o nome de Capitão Gancho. Por essa mesma razão ele passou a odiar Peter Pan de morte.

Quando chegaram à Terra do Nunca, Sininho voou mais rápido do que todos, chegando na frente, preparando uma recepção maldosa para Wendy. Disse aos Meninos Perdidos que ela era uma menina malvada e deveria ser recebida com pedradas. Os Meninos Perdidos assim o fizeram.

Com as pedradas, Wendy quase caiu, mas Peter Pan a salvou! Sininho ficou ainda com mais raiva! Peter Pan quis castigar Sininho pela malvadeza. Wendy não deixou, entendendo que ela só estava com ciúmes de Peter Pan.

Tudo esclarecido, Peter Pan mandou os Meninos Perdidos irem com os irmãos de Wendy ver os índios, enquanto ele a levava para conhecer as sereias!

Wendy as achou todas lindas. As sereias, da mesma forma que Sininho, com ciúmes de Peter Pan, jogaram água em Wendy e a fizeram ficar furiosa!

     

No meio da brincadeira Peter Pan ouviu um ruído: era o Capitão Gancho! Ele capturara Tigrinha, a filha do chefe da tribo dos índios!

Tigrinha sabia onde Peter Pan morava e o Capitão ameaçou afogá-la, se não contasse onde ele morava. Felizmente, o crocodilo apareceu e Gancho saiu correndo.

Peter Pan então salvou Tigrinha! Quando Peter Pan e Wendy voaram até a tribo para entregar Tigrinha a seu pai, eles descobriram que os Meninos Perdidos estavam presos pelos índios, pois a tribo pensava que eles é que haviam raptado Tigrinha. Peter Pan explicou tudo e fizeram uma grande festa, com muita música, danças e um enorme Cachimbo da Paz sendo fumado por todos...

Enquanto isso, Sininho fora capturada pelo Capitão Gancho. Ele tentou de todas as formas desacreditar Peter Pan, dizendo que ele se esquecera da fadinha e que agora só pensava em Wendy.

Sininho ficou muito triste e acabou contando onde Peter Pan morava.

A entrada do esconderijo ficava numa árvore. Peter Pan, Wendy, seus irmãos e os Meninos Perdidos foram capturados pelo Capitão Gancho e seus piratas.

Peter Pan, muito ágil, conseguiu se libertar. Uma feroz luta de espadas aconteceu entre ele e o Capitão, enquanto os piratas se preparavam para jogar Wendy aos tubarões!

Só que o Crocodilo apareceu!!! Ele queria comer o resto do capitão, pois devia ter gostado do sabor da mão do pirata!

Quando o Crocodilo chegou, muito barulhento, o Capitão Gancho apavorou-se e acabou caindo no mar!

Ele saiu nadando desesperadamente para fugir do Crocodilo. Foi muito engraçado e as crianças adoraram!

Wendy disse a Peter Pan que já era hora deles voltarem para casa, senão mamãe ficaria muito preocupada. Peter Pan fez com que o barco do Capitão Gancho voasse pelas estrelas até chegar à casa das crianças.

Quando mamãe e papai chegaram a casa, viram um barco na janela e começaram a acreditar em Peter Pan, lembrando-se de quando eram crianças. Wendy e seus irmãos dormiram muito contentes naquela noite.

Wendy cresceu, a partir daquele dia, tornando-se uma adolescente muito feliz.

Entrou por uma porta e saiu por outra...
Quem quiser que conte outra!

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