SAPO CURURU
"Histórias que a Vovó contava"
Edelbra

 

As estrelas piscavam no céu olhando para o sapo Cururu que saltitava feliz noite adentro. Num destes saltos o Cururu avistou uma poça de água límpida, onde a lua se refletia como se fosse um enorme queijo.

 Contemplando aquela bela imagem , Cururu resolveu beber a água do lago. Um golinho, outro golinho e de repente a Lua desapareceu e tudo ficou escuro. 

Cururu desesperado pensou: -"Que horror!!! Eu engoli a Lua."

Olhando para os lados viu outros sapos e perguntou se algum deles havia engolido a Lua.

Todos disseram que não!

  Preocupado, Cururu resolveu procurar o Dr. Coruja. Ele com certeza saberia o que fazer, já que era a pessoa mais experiente da mata.

;

- "Meu amigo sapo, este é um caso muito grave!!! Afinal, não podemos ficar sem a Lua no céu..."

Juntos, Coruja e Cururu voltaram ao brejo e ficaram por ali, observando tudo pensativos.
Pobre Cururu! Como estava desolado...  

O Dr. Coruja sobrevoou a poça, olhou-a com atenção e NADA!!! O Cururu olhou ao redor do lago para ver se havia vestígios de que a Lua tivesse saido andando. Nada, nenhum rastro...

_"Calma, Cururu! Você não pode se desesperar! Quando não encontramos solução para um problema, antes de tudo precisamos manter o controle. Ouvindo os conselhos do Dr. Coruja, o Cururu aos poucos foi se acalmando.

De repente, a nuvem que encobria a Lua foi embora, deixando que novamente uma grande e redonda lua se refletisse na água da poça.
Sem entender o que havia acontecido o Cururu agradeceu e saiu pulando de faceiro, repetindo sem parar:
-"Eu não engoli a Lua! Eu não engoli a Lua!!!"

   

Sem entender o que se passava, um sapo idoso que passava por ali com sua bengalinha, bateu a mão na cabeça, dizendo:

   

-"Estes sapos jovens de hoje em dia... Estão todos malucos!!!"
O Cururu nem ligou para o que o velhinho dizia. Afinal, ele tinha aprendido a manter o controle e não tinha engolido a Lua!

Entrou por uma porta e saiu por outra...
Quem quiser que conte outra!

 

 

Voltar