Contos dos Irmãos Grimm
Os Lobo e os Sete Cabritinhos
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Era uma vez uma cabra, que morava com seus sete
cabritinhos em uma linda casinha com quintal e
jardim.
Mamãe Cabra não quis saber. Falou sério com seus
sete cabritinhos, e todos entenderam muito bem. E lá se foi a Mamãe Cabra para as compras. Encontrou
sua amiga no caminho, e foi logo comentando como estava preocupada em sair
para o mercado com aquele lobo mau solto por aí.
Jogando fora seu disfarce correu para a casa da
Mamãe Cabrita. Tentou abrir a porta e viu que estava
trancada.
O lobo ficou furioso. Tinha que ter alguma
idéia. Aqueles cabritinhos só iam abrir para a mãe, então ele precisava
enganá-los? O lobo correu até a confeitaria, escolheu a melhor torta de
maçã e mel, engoliu-a inteirinha, querendo adoçar a voz. Treinou falar
cantadinho como a Mamãe Cabra.
Para que? Foi uma correria danada, todos tentando se esconder. Tinha cabritinho escondido na lareira, nos armários, em baixo da mesa, embaixo dos brinquedos, em toda parte. O lobo foi caçando um por um, engolindo por inteiro cada cabritinho, tanta fome que estava.
Perdeu a conta de quantos cabritinhos já tinham entrado naquele barrigão cheio. Procurou, procurou e achou que já engolira os sete. E depois, já estava com um barrigão enorme. Foi embora, pensando não ter restado nenhum cabritinho mais.
Ainda ficou na dúvida e voltou para conferir, mas nada encontrando foi mesmo embora. Ele estava mesmo enganado: um dos cabritinhos não foi encontrado em seu esconderijo, dentro do relógio carrilhão. Apesar do lobo ter parado em frente ao relógio, o tic-tac atrapalhou seu ouvido e ele não escutou o coraçãozinho assustado escondido lá dentro.
Mamãe Cabra vinha muito preocupada de suas compras. Nunca a floresta lhe parecera tão assustadora. Apreensiva: não via a hora de chegar em casa.
Quando viu a porta de sua casa escancarada, seu coração acelerou e ela já entrou esperando pelo pior.
A casa estava uma enorme desordem, tudo revirado e os seus filhotes não se encontravam em lugar nenhum. Ante as evidências, a Mamãe Cabra começou a
chorar, lamentando:
Mamãe Cabra foi ver de onde saia essa voz e
encontrou seu filhinho dentro do relógio carrilhão. Os dois se abraçaram muito, e decidiram ir atrás do lobo, tentar salvar os outros irmãozinhos
Correram em direção ao rio, onde haviam dito ficar o esconderijo dele. Ao chegarem perto, logo ouviram um som terrível: ROM... URM... ROM... Era o lobo roncando, dormindo sob as árvores na beira do rio.
Mamãe Cabra teve uma idéia, e disse ao
filho:
Mamãe Cabra não perdeu tempo! Com sua tesoura foi abrindo o barrigão do lobo enquanto ele dormia. Foram saltando vivinhos, um por um, os seis cabritinhos que ele tinha engolido.
A todos eles a Mamãe pedia silêncio. Quando os
seis saíram, ela disse em segredo:
Mamãe colocou todas na barriga do lobo, e costurou rápido com agulha e linha. Então, todos foram se esconder, para ver o que aconteceria. Quando o lobo acordou, sentiu a barriga muito pesada e a boca muito seca. Levantou-se com muito esforço, quase não conseguiu ficar de pé. Arrastou-se até o rio querendo beber água.
A correnteza estava muito forte. O lobo com a barriga cheia de pedras acabou indo parar no fundo do rio, de onde nunca mais saiu.
Mamãe Cabra e seus cabritinhos ainda viram a garra do lobo, como se acenando um adeus... Adeus à maldade e mentiras que caracterizaram a sua vida.
Todos puderam comemorar o fim do malvado. Mamãe Cabra preparou um delicioso jantar para comemorar a volta de seus cabritinhos e a morte do lobo.
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Entrou por uma porta
e saiu por outra...
Quem quiser que conte outra!