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Poema do
Palhaço Forfé
O Palhaço Forfé
se pinta e bota um pé grandão com um nariz vermelho. Ele faz
gozação...
E faz várias piruetas. Apronta palhaçada. Alegra
todo o Circo Sol. Faz rir a criançada.
O Palhaço Forfé
vive em gracezas, festivo. Não deveria ser assim todo bom ser
vivo?
- Ladrão de mulher, o palhaço se diz. Mas sabe o que
ele é? - É só um bobo feliz...
E conta lorota. E pinta o
caneco. E vira cambota feito um boneco
Pro Forfé o
aplauso é do começo ao fim. É bonito um palhaço fazendo farra
assim
Mas quando ele tira a pintura, Fica esquisito,
tristonho. Ninguém o reconhece, ou procura além do mundo do
sonho...
Então ele se arrepia. Fica brabo, nervoso. Tirando a
fantasia já não é tão gracioso.
(O palhaço, pintado é uma
outra pessoa, pois fica encantado e de si mesmo caçoa).
Que
bendito seja todo palhaço assim, deixando sua tristeza toda no
camarim Silas Corrêa Leite Página formatada
em 13 set 2007 |