Tristeza de
um Revolucionário
Eu fui um homem
sincero,
e antes de morrer eu quero,
achar no fundo da minha alma,
a liberdade.
De onde crescem as
palmeiras,
quero correr fontes e montes,
e navegar por mares
distantes.
Outras terras conhecer,
e com os pobres dos
campos,
quero minha sorte achar.
Eu sinto uma tristeza
profunda,
pois apesar de ser um revolucionário
penso nos pobres
soldados,
que estão enterrados, calados.
Penso no meu ideal não
realizado
e nos meus irmãos,
escravos da dor e da fome.
Sem
emprego... Sem esperança ...
Meus versos são de
um
animal ferido, que sente
no coração a tristeza de ver
que
pouco valeu sua luta.
Só levarei ao túmulo,
a tristeza dos meus
versos inacabados.
Mas levarei a certeza
que lutei até a morte
pela minha irmã mais moça,
que se chama
LIBERDADE.
Clícia
Pavan