Tristeza de um Revolucionário

Eu fui um homem sincero,
e antes de morrer eu quero,
achar no fundo da minha alma, a liberdade.

De onde crescem as palmeiras,
quero correr fontes e montes,
e navegar por mares distantes.
Outras terras conhecer, 
e com os pobres dos campos,
quero minha sorte achar.

Eu sinto uma tristeza profunda,
pois apesar de ser um revolucionário
penso nos pobres soldados,
que estão enterrados, calados.
Penso no meu ideal não realizado
e nos meus irmãos,
escravos da dor e da fome.
Sem emprego... Sem esperança ...

Meus versos são de um
animal ferido, que sente
no coração a tristeza de ver
que pouco valeu sua luta.
Só levarei ao túmulo,
a tristeza dos meus
versos inacabados.

Mas levarei a certeza
que lutei até a morte
pela minha irmã mais moça,
que se chama LIBERDADE.

Clícia Pavan


 Este poema circula na Net como sendo de autoria de Che Guevara, mas sua autora é Clícia Pavan

Verificar:

http://www.poesiasdecliciapavan.net/index.htm



 

Voltar

Envie esta página para:

Digite o seu e-mail

Coloque seu nome

E-mail de quem a receberá