ALGUMAS PALAVRAS
 
Sem a angústia precedente ao medo do silêncio,
a falta de palavras não representa a falta de nada,
apenas a certeza de algo que ainda se saberia...

Porém nada tão hermético,
pois palavras que não fazem algum sentido
trazem um incômodo de suplício.
 
Ignora, pois, o que digo agora.
E agora ainda segue mais em frente,
pois o que vem em conjunção com a mente
não é palavra!

Portanto é imanente e mente.
O fluxo contínuo da palavra é algo que palpita,
ou melhor, corre como não-córrego,
o que seria foneticamente válido.
 
Na imagem da palavra emitida
tenho o fluxo e continuo a expressá-lo.
Portanto há mais do que dizê-lo
por pronomes que correm em paralelo.
Queria mais que fosse para lê-lo

Carlos Meton de Alencar Gadelha Vieira
- 2010 -





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