ALGUMAS PALAVRAS Sem a angústia precedente ao
medo do silêncio, a falta de palavras não representa a falta de
nada, apenas a certeza de algo que ainda se saberia...
Porém nada tão
hermético, pois palavras que não fazem algum sentido trazem um
incômodo de suplício. Ignora, pois, o que digo agora. E
agora ainda segue mais em frente, pois o que vem em conjunção com a
mente não é palavra!
Portanto é imanente e
mente. O fluxo contínuo da palavra é algo que palpita, ou melhor,
corre como não-córrego, o que seria foneticamente
válido. Na imagem da palavra emitida tenho o fluxo e
continuo a expressá-lo. Portanto há mais do que dizê-lo por pronomes
que correm em paralelo. Queria mais que fosse para lê-lo
Carlos Meton
de Alencar Gadelha Vieira - 2010 -
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