| CONCRETO Por tanto esperar, ele veio de forma insólita. O momento não chegava, mas... Então veio de forma inesperadamente insólita. Quando menos se esperava, pensava-se que terminava, por declarado o fim do início, pois transborda um sentimento indenominável, tácito. A razão que se tinha por irredutível, desprogramada, a rotina incorruptível, que se quebra em seus liames e nada mais se emenda com as palavras, numa matriz de algo que se desconhece, suposto paradoxo do translado do medo. Por tanto esperar, ele veio de forma insólita, destruindo as resistências, estraçalhando dependências, num gerúndio circular infinito e roubando a sua lógica sobre a ausência que se faz empírica. As raízes foram todas invertidas ou arrancadas, ou consumidas. Digeridas pelo gigante abstrato, metáfora do que não se tem mais notícia, do que era e no que se tornou... Apenas se apresenta o fenômeno, o assombro que se transformou em natureza não simbólica, pois o concreto agora se mostrou! Carlos Meton
de Alencar Gadelha Vieira |
