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Balada das
Mãos
Se os
teus olhos faltarem um instante da vida, se o coração vacilar
retardando a batida, se o teu corpo cansado curvar-se vencido, na
estrada cumprida... na batalha perdida...
Tuas mãos... Só tuas
mãos... Gêmeas no riso e na dor... Manterão, sempre acesa, a luz
votiva do amor.
Mãos que se juntam na prece no momento
supremo, quando no altar duas vidas se juntam também. Mãos que
abençoam o filho que parte talvez, para sempre, e depois vão tecer um
casaco de lã para o neto que vem...
Mãos que dão lenitivo aos que
foram vencidos na vida. Mãos que nunca recusam num gesto, o perdão...
Mãos que arrancam das cordas de um violino nervoso e agitado, a
música divina que torna todos os homens irmãos.
Mãos que após o
silêncio que cai sobre vida, que cai, junta ao silêncio aquelas que um
dia também foram mãos. Também foram mãos, também foram
mãos...
Interpretação de Moacir Franco Página formatada em 13 set
2006 |