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Projeto Rondon: Integrar para não Entregar |
PROJETO
RONDON - COMO ACONTECEU...
O Projeto
Rondon foi uma iniciativa do governo brasileiro, coordenada pelo
Ministério da Defesa, em colaboração com a Secretaria de Educação Superior
do Ministério da Educação – MEC. A
primeira operação do Projeto Rondon, denominada "Operação Zero", teve
início em 11 de julho de 1967, quando trinta estudantes e dois professores
seguiram do Rio de Janeiro para Rondônia, a bordo de uma aeronave C-47,
cedida pelo antigo Ministério do Interior. A expedição foi organizada pelo
professor Wilson Choeri, responsável pela preparação da equipe de
universitários voluntários da então Universidade do Estado da Guanabara. A
operação foi dirigida no campo pelo professor Omir Fontoura, daquela
instituição universitária. Instalaram-se ao longo da estrada de rodagem em
construção para substituir a Estrada de Ferro Madeira-Mamoré, no então
Território Federal de Rondônia. A equipe permaneceu na área por 28 dias,
realizando trabalhos de levantamento, pesquisa e assistência médica. No
retorno, manchetes nos jornais e entrevistas dos participantes que
voltaram com o slogan "INTEGRAR PARA NÃO ENTREGAR". Os universitários
sugeriram, também, um nome para a iniciativa: "PROJETO RONDON", inspirados
no trabalho do grande militar e humanista, Marechal Cândido Mariano da
Silva Rondon. Por doze
anos (de 1967 a 1989, quando foi extinto) o projeto envolveu mais de 350
mil estudantes e professores de todas as regiões do País. Sua extinção
oficial em 1989, pode ser atribuída à sua forte vinculação às políticas
dos militares do período de ditadura recém-encerrado. Os
ex-integrantes do projeto criaram a Associação Nacional dos Rondonistas,
organização não governamental mais tarde transformada em organização da
sociedade civil de interesse público (Oscip) e em funcionamento até
hoje. RELANÇAMENTO DO
PROJETO RONDON O projeto
foi relançado em 19 de janeiro de 2005, mais de quinze anos depois de
sua extinção, em Tabatinga (AM), após o governo federal acatar proposição
da União Nacional dos Estudantes (UNE). Cerca de 200 rondonistas
participaram no estado do Amazonas da operação que contou com a presença
do presidente Luiz Inácio Lula da Silva na abertura.
A idéia de levar ao conhecimento da
juventude universitária a realidade deste país continental, multicultural
e multirracial e, especialmente, proporcionar-lhe a oportunidade de
contribuir com o desenvolvimento social e econômico do País surgiu em
1966. Aconteceu durante a realização de um trabalho de sociologia
intitulado "O Militar e a Sociedade Brasileira", na Escola de Comando e
Estado Maior do Exército. 
A aeronave Douglas-DC-3 utilizada
pelo Projeto Rondon entre 1974 e 1980.
A
aceitação...

Projeto
Rondon 1969
Projeto Rondon
1978
No ano seguinte, o projeto contou com a participação de
648 estudantes e foi expandido para outras áreas. Em 1970 o Projeto Rondon
foi organizado como órgão autônomo da administração direta e, em 1975,
transformado em Fundação Projeto Rondon. As atividades, inicialmente
desenvolvidas apenas durante as férias escolares, evoluíram com a criação
do campus avançado, dos centros de atuação permanentes e de operações
regionais e especiais. Por pressão dos próprios universitários, as
operações foram diversificadas e passaram a ser realizadas em todos os
Estados. A cada ano, na operação nacional – realizada nas férias de
janeiro e fevereiro – participavam uma média de seis mil universitários,
espalhados por todo o País, sempre atuando em uma região diferente daquela
de origem. As operações regionais tinham lugar nas unidades da federação
em que se situavam as universidades e fizeram com que os estudantes e as
próprias instituições de ensino superior descobrissem as áreas pobres de
seus Estados. Os campus avançados eram instalados em uma região cultural
bem diferente daquela da sede da universidade. Sempre se evitava a
instalação próxima de dois campus originários da mesma área cultural.
Visava-se uma integração de nossas diversidades culturais, num processo
crescente de amálgama da nacionalidade.
O projeto sofreu muitas
críticas; dentre as principais a alegação de que seu objetivo fosse a
alienação do movimento estudantil, colocando-o a favor do regime. O slogan
sugerido pelos próprios integrantes "INTEGRAR PARA NÃO ENTREGAR",
expressava o "ideário desenvolvimentista articulado à doutrina de
segurança nacional", influenciado por sentimentos nacionalistas em reação
as propostas de internacionalização da Amazônia que surgiram à
época.
Atuais
rondonistas exibem unhas pintadas com o símbolo do Projeto
Rondon.
O slogan do
projeto também foi modificado para "LIÇÃO DE VIDA E DE
CIDADANIA".

Marechal
Rondon
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MARECHAL RONDON Cândido Mariano da Silva Rondon nasceu em Mimoso,
Mato Grosso, no dia 5 de maio de 1865. Filho de Cândido Mariano da Silva e
Claudina de Freitas Evangelista da Silva, perdeu os pais muito cedo. De
origem indígena por parte de seus bisavós maternos (Bororó e Terena) e
bisavó paterna (Guará), Rondon foi criado em Cuiabá pelo tio, de quem
herdou e incorporou o sobrenome "Rondon".
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Marechal
Rondon
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CREDO DE RONDON Rondon ingressou na Igreja Positivista ao fim de 1898, como major e como ardoroso membro na teoria e na prática positivista. Sob influência do positivismo, ele fez seu credo: "Eu
Creio: |

Oscar Cox em
cerimonia de casamento na Igreja de Nossa Senhora da Glória do Outeiro, no Rio
de Janeiro, em 1976.
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MEU DEPOIMENTO Em 1969,
no início do segundo ano da Faculdade de Medicina, atuei como academica
interna de Obstetricia na 33ª Enfermaria, serviço do professor Jorge de
Resende, na Santa Casa de Misericórdia do Rio de Janeiro. Dentre outros
colegas, convivi com Oscar Cox, então no 5º ano de
Medicina, participante do Projeto Rondon desde o seu primeiro
momento. |
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