CUIDADO COM AS MINHAS BREVIDADES

Inaugurava-se a luz elétrica na fazenda do Sr. Pelúcio, no Bairro do Itabaquara. Presentes o Gen. Carneiro e oficiais diretores da F.P.V., pessoas gradas da sociedade piquetense e outros. Também, convidados, lá se encontravam os componentes da nossa Corporação Musical, participando da festa e alegrando o ambiente com várias peças do seu repertório, graciosamente.

Tal como jogador de futebol, músico tem o costume de carregar salgadinhos e doces, depois da festa, a fim de "levar prá mamãe", dizem eles. Nessa festa não deu outra, embora fartamente alimentados.

À hora da despedida, o feliz anfitrião, um pouco "alegre", fez questão de abraçar os músicos, um a um. Ao aproximar-se de um deles (J.A.), este relutou em ser abraçado, e só o fez permitindo um leve toque de mão nos ombros, à moda de cumprimento caipira.

Perguntado depois, pelos companheiros, sobre o porque de sua atitude, respondeu com um sorriso maroto e inocente: - E vocês queriam que ele amassasse as guloseimas da mamãe?
É que os bolsos de dentro, de seu paletó, estavam repletos de brevidades e suspiros...

Autor: João Vieira Soares
Fonte: "Piquete de meus Amores" de José Palmyro Masiero
Página formatada em 22 ago 2004

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