GUARANÁ SEM CERVEJA, NÃO!

É sabido que músico, regra geral, não dispensa umas rodadas de boa e gelada cerveja, durante as tocatas, talvez, quem sabe, por exigências do próprio organismo, para atenuar o esforço dispendido, ou por gosto pessoal, mesmo, sabe-se lá!

Numa dessas, em que o conjunto de nossa Corporação Musical tocava num clube, os garçons muito preocupados com o serviço das mesas, esqueceram-se de servir os músicos, que já estavam ressequidos e esbaforidos.

No momento em que um dos encarregados da festa passava por perto, ouviu de um dos músicos uma insinuação mais ou menos assim :
- Puxa, que sufoco, e nem um refrigerante para refrescar a cuca da gente!

Imediatamente, por coincidência ou não, apareceu uma bandejada com copos já cheios, para os músicos. Foi um alívio geral! Mas que vexame!

Distraidamente, ou não, tinham servido apenas refrigerantes mesmo aos animadores da festa. Um deles, avidamente, entornou na boca o delicioso e esperado líquido, com muita sofreguidão. Fez, porém, uma careta de decepção, de lado, exclamando como desculpa:
- Eu não bebo guaraná sem cerveja!

Autor: João Vieira Soares
Fonte: "Piquete de Meus Amores" de José Palmyro Masiero
Página formatada em 22 ago 2004

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