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Trio Dinâmico Justino Luiz,
volta e meia vai à cidade de Parati, litoral sul do Rio de Janeiro.
Adquiriu um terreno naquelas plagas e passou a
freqüentá-las com assiduidade. Conquistou a amizade dos caiçaras
através de complacência e simpatia. Toda vez que desce a
serra, um garrafão da danada viaja junto. À beira mar, no bairro do
Corumbê, ele costuma alugar uma casa onde seus amigos se
reúnem. O papo vai até altas horas da noite; entre um gole e outro,
peixinho frito e camarão à paulistinha, causos são contados com gracejos
pelo Sgto. Edinho do bombeiro e pelo pescador Bequinho. Certa
tardinha, o vento brando vindo do mar amenizava um pouco o mormaço e
as ondas barulhentas quebravam-se na areia alvacenta. O pessoal
estava lá, na casa do Justino Luiz, tomando “mé”. O pescador tinha passado
pela vendinha e comprado açúcar, arroz, feijão, macarrão, óleo e material
de limpeza. O bombeiro useiramente lhe dava algo, e nesse dia lhe
trouxe calça, camisa, botas e sapatos. Bequinho pegou tudo e
colocou dentro da caixa, junto com os alimentos. Causos vêm,
risos vão. Bequinho precisou ir. Colocou a caixa no ombro,
despediu-se do pessoal e subiu o morro que dá acesso à estrada. Quando
estava lá em cima, o Justino Luiz, brincalhão, gritou pra ele: Edival da
Silva Castro |
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