CAMINHOS

João desce a rua do mundo
e faz frio entre os arranha-céus.
Tudo tingiu de escuro o sol escondido
e, nas sombras, vultos passeiam.

Há um cheiro nauseante;
um bêbado passa, cambaleando.
Uma bailarina nua dança na calçada suja.
Há vozes vazias e um grito pasmado.

Em João há perguntas e medo.
João quer correr e não pode.
Tem um cadáver aos seus pés.
Não sabe se vai, não sabe se fica.
Voltar não pode.

João desce a rua da vida
e há morte entre os arranha-céus.
João tem frio.
(... ... ...)
- Mas, João, você pode voar!...

Sérgio L. Maduro
Página formatada em 14 abr de 2006

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