Nau Frágil
E
lá,
em meio à chuva
em meio ao vento,
fazendo água,
soltando
tudo,
fazendo nosso
o seu
tormento.
Esperando e querendo
o Apocalíptico cavaleiro
que, de
posse da foice,
ceifaria do pranto
a planta que
forma
o seu cativeiro.
Só queria que o
vento,
esse voraz elemento,
tornasse sua vida
seu pranto...
E
a ferida...
Não mais que lembrança
da bruta vingança
da mãe
natureza.
Queria que o fogo,
emissário
vilão,
levasse seu corpo
pro fundo das águas
na vil
Solidão.
Carlos Roberto dos
Reis