|
A MANSÃO
REVELADA - CASA UM
Eis que se
revela a mansão bela. Casa Um. Diretora e diretriz da
Vila; a que sinaliza o símbolo, a forma, a cor, a excelência e a
reverência.
Agora que se desvela emerge
bela, quadrangular. É guarda, e é forte.
Nos ângulos
retos as janelas. Na arte marcial as linhas simétricas as
mostram belas.
Guardiãs de fatos e memórias. São muitas as
janelas, soberbas em seus tons, contrastam a cor clara
amarela.
A simetria das árvores corresponde à dos
jardins planejados. Os verdes canteiros alinhados são
sentinelas postas em guarda.
Das altas
palmeiras esguias, transcendem momentos de histórias.
Glórias, ou simples memórias?
Corações macios habitaram por
ali. E por aí, inda vagam solertes nas
marcações outono-inverno, primavera-verão. Quem dera
saber Quem são?
Ainda vagam solertes silêncios banhados de
luz - estelares. Em solilóquios sutis transpiram puras
magias. Permanências imutantes, transparentes do
outrora, invisíveis no essencial.
Dóli de Castro
Ferreira "O ESTAFETA", agosto de 1997 Página formatada em 19 jul
2004
voltar |