Exortação

Amigo que vem de longe, escuta:
toda Piquete te acolhe alegremente.
Deixa de lado as discussões e a luta,
idéias subversivas, caos e revoluções
e a alma transparente, diferente,
pisa, tranqüilo, o chão da minha Piquete!

É grande, é rica, simples, dadivosa,
entre as formosas sempre a mais formosa,
tudo possui e tudo, amigo, dá;
que quem vive debaixo do luzeiro
das estrelas doiradas do cruzeiro,
jamais poderá ser má.

A natureza é bela, a terra é boa.
Terra que fecha os olhos e perdoa,
perdoa e esquece, esquece e continua
florescendo e vivendo, abrindo os braços
aos que conhecem glórias e fracassos...
Terra que Deus me deu e agora vai ser tua.

Agora, sim, durante nosso aniversário
irás ser mais um ano piquetense ,
filho adotivo deste meu torrão.
E não te esqueças, ao partir de volta,
que a graça te escolta
e as doces alegrias e a paz do coração,
recebeste-as sorridentes neste chão.

Vem, amigo. Sobre a grande praça
já o sopro de Deus, leve perpassa.
Ajoelha-te amigo, adora e reza
com piedade e carinho.
Quase não pesa a cruz que o Céu nos deu,
se encontrarmos ao longo do caminho
em cada piquetense um novo irmão.

Juntemos nossas preces, amigo.
Para Jesus, o teu e o meu destino
são pássaros iguais nos mesmos ramos.
Reza comigo e pede a paz do mundo.
Deus que vê longe e penetra fundo,
talvez se apiede e nos escute. Vamos.

Michel Gons
(transcrito d'O Regente, nº 5 de 15/06/1958)
Coletânea de José Palmyro Masiero em "Piquete de meus Amores".

 

 

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