Perdão

Nos idos dos setenta
p
assei incólume e feliz;
fui estudante, aprendiz,
bailei tanto, tanto fiz.

Mas implacável veio o tempo:
tornou-me outro, mais sábio,
consultor de alfarrábios.
Solto ao vento, eu me fiz.

Bons momentos, maus momentos...
me casei, filhos criei;
fui andante nas estantes;
livros li, me apaixonei.

Pelos campos fiz bobagens,
aprendi a desculpar;
aprendi pedir desculpas,
sozinho rir e chorar.

Não cansei de olhar longe.
de esperar o que não vem,
desistir não sei de onde,
não sei por que, não sei de quem.

Meti os pés pela mãos,
tantas vezes que nem sei;
fui traído por irmãos,
pelas ruas e pela lei.

Minha amiga me perdoe
se a ti eu magoei;
se fiz era inocente,
este poema te dei.

Suas linhas são tão tortas,
não segue nenhum padrão.
Mas o intuito se te importas
é apenas o teu perdão.

Luiz Flávio Rodrigues

 

 

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