GRITO

Sou a voz que grita
e no pudor da noite seca
se repele e faz puro
o Sol que frita,
o frio que me faz duro.

Sou o silêncio oculto
na língua de prata da paz,
regado no berço doentio
do não e sim adúlteros.
Sou um libertino vadio.

Sou a concessão ilimitada,
rasura de uma bola populosa,
confusa, torta, obscura, duvidosa.
Sou a medida mínima exagerada.

Sou semente, terra, adubo,
a mão que planta,
a boca escancarada...

Sérgio L. Maduro
Página formatada em 06 jun 2004

 

 

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