Emoções Antigas
Infância...
Qualquer motivo, qualquer dia,
era
alegria.
Uma festa, uma dança, a quermesse.
Somente alegria.
No
carnaval a fantasia.
No parquinho os balanços, os bichos.
No quintal
colher frutos,
escorregar morro abaixo,
naquela terra
macia...
Grande alegria!
Brincar no galinheiro,
às vezes ficar
entalada, que mancada!
Sair pela portinhola no muro,
brincar a
noite, no escuro...
Adolescência...
Estudar toda a semana.
Ir à missa aos
domingos.
À tarde as brincadeiras bacanas.
E depois o filme do
Zorro
na Casa Paroquial.
Sensacional!
Colher abacaxi no morro da
Vila,
no rio, após a chuva, caminhar...
Beber água na mina
cristalina.
Brincar de circo, armar a tenda.
Comprar fiado no
mercado e na venda...
Mocidade...
Paquerar na Praça da Bandeira,
tomar sorvete
no Brasilino’s hotel/bar.
Na pracinha o coreto, as
serestas,
a roda gigante nas festas.
A pipoca do seu
Geraldo,
que delícia de sabor!
No coração o amor!
No cinema as
fitas da vida.
Experiência querida...
Nos bailes do Elefante
as
pessoas elegantes...
O coração ofegante...
Os piqueniques na
Mantiqueira,
na bela Serra trigueira.
Encontro de grandes
companheiros,
amigos leais, reais como os pinheirais.
Os passeios de
bicicleta pela cidade.
Quanta saudade!
No riacho da fazenda,
papaguear, bronzear...
De madrugada serenatas,
muitos sonhos ao
luar.
O violão, o coração, a emoção...
Antiga e atual, como um
cântico de Natal!
ressoa na mente como um coral!
Lea
Caetano Florentino