No trem...

Na janela do trem...
o desfile das sombras me espanta.
A vida, lá fora, me encanta.
Na quietude da viagem, final da lida,
a miragem incontida...

A complexidade dos passageiros,
gentis companheiros,
mesmo me estonteia...
Todos iguais e tão diferentes,
dormentes e tão carentes,
tão carentes, dormentes...

O cansaço dos rostos nos encostos,
a roupa amassada/surrada.
Um bocejo inesperado, um esbarrão.
Tudo num ritmo acelerado,
Como do próprio trem...

Um que vai, outro que vem.
Levando senhores, amores e dores.
Levando sonhos de gente insistente,
feliz ou descontente
por caminhos e paradas.

Fazendo como a própria vida,
momentos trilhando, destinos mesclando.
Nesse vai e vem constante
de um trem que vai, outro que vem...

Um amontoado de pessoas
que se esbarram e se amarram
no mesmo espaço, como num laço
imenso/intenso de emoções...
dentro do trem,
um que vai, outro que vem.

Lea Caetano Florentino  

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