Folhas Mortas

É noite...silêncio absoluto...
O céu, o mar, a areia da praia.
Tudo cheio de amor e desventura.
Eu a recordar todo o passado,
período de sonhos lindos e findos...
O vento fazia cair as folhas e eu ali...
Estranhamente parecia ser eu a cair...

Tudo voltava à minha mente:
O destino cruel, como carícia falsa
que nos separou.
Nós... Duas gotas d’água...
O dia em que tudo aconteceu.
Revi aquilo e senti o frio da desgraça.
O amor que findou,
o pranto que até hoje não cessou.

Tu me amaste e eu te amei.
Tu me deixaste e eu prometi...
Não foi em vão, pois até hoje
não te esqueci...
O amor enfim,ninguém sabe entender...
Porque o verdadeiro amor,
vence as discórdias e não faz sofrer...

Sei que agora é tarde para voltar,
Volver ao passado é impossível!!!

Meu único desejo
é não ter sentimentos,
Ser oca por dentro...livre!
Ouvir os pássaros cantar e
cantar com eles, sorrir...
Viver enfim!
Mas não é assim!
O nosso Criador tudo fez com muito amor.
Os homens semearam a dor...

Agora, sozinha
ouço o barulho das ondas e
o pulsar do meu coração
ferido e cheio de amor.
Lágrimas envolvem minhas mãos e
as folhas continuam a cair...
Balbucio palavras...em vão!

A brisa toca meus cabelos.
A água do mar toca de leve
a areia onde estou,
Relembro o amor que acabou...
O pranto rompe amargamente.
Contemplo as estrelas...
relembro o teu olhar.
Em tudo eu te vejo!

Nem sei por que,
Por que te amar ainda?
Se tudo findou,
se teu amor é folha morta,
Que o vento levou...

Léa Aparecida Caetano Florentino - 1963

Obs: Saudades dos nossos quinze anos...
Maux

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