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MADRIGAL
Largue esse meu retrato, venha me ver ao
vivo.
Deixe seus olhos rasgarem seus olhos
morderem meu
peito meu
leito
meu
braço
meu abraço meu eu mais profundo.
Peça
nada
nada em
troca
nada em tudo.
Tome meu sonho perdido meu queixo caído. Meu remédio,
minha bula Cure meu mal de vazio.
Corra a boca no meu rosto antes que eu
morra de
amor.
Me
disponha, estou
disposto.
Sérgio L. Maduro Página formatada em 14 abr de
2006 |