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MARIA DE
ALUGUEL
Por estas
esquinas da vida tem uma fulana de boas coxas, canela fina, barriga
encolhida e uma senhora gingada de bunda.
Um dia ela é
Ana. No outro é Raimunda, depois Margarida e ademais não tem
nome.
Boa de porre.
Boa de cama Se vira, revira, se dá. E some. Bota a boca no
piston. Assovia e chupa cana. Geme em bicos de batom e cochicha
de sacana.
Mexe bem o tal
trombone. Rebola bem a tal cuíca. Se abre, se esfrega, se
rasga, Se entrega, se dana, se estremelica. Cheia de porre, cheia de
cama, recebe, desvira, se xinga. E some.
Sabe lá como se
chama. Nem se lembra se tem nome! Um dia ela é Ana No outro é
Raimunda. Depois Margarida.
Ademais tá com
fome. Ademais tá doente. Ademais tá fedida! Quem sabe seja
gente. Quem sabe foi menina... Mas dá-se de esquecida e volta
sempre prá mesma esquina.
Sérgio L.
Maduro Página formatada em 14 abr de 2006
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