NÔMADE

De grandes certezas e calmo,
de águas claras passageiras, 
venho de um mar todo porto,
no casco frágil e fino do meu navio.

Navegante fantasma do silêncio morto
de úmidos jardins brancos,
venho de um fértil e firme chão,
de verdes aromas alçando
das pétalas tenras e cruas,
de flores em libertação.

De pássaros ágeis e leves,
de asas longas planando,
venho de um ar azul e borbulhante,
rente, resvalando o infinito
do céu cor de brilhante.

 De olhos longos e despedaçados,
de apertos de mãos milhares,
venho dos caminhos constantes.
Sou um particular nômade,
sem chegadas, despedidas ou instantes.

Sérgio L. Maduro
Página formatada em 14 abr de 2006

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