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RUA
DOS MENINOS
São
febres da noite mais escura. Açoites, alegres animais, nas valas
tristes das ruas. Anormais angústias nuas.
São
pesadelos de amargura. Sina são, ao léu. Nuvem, poeira,
devassidão. Uma tribo inocente banida do céu.
São
fel, ferida, chaga mal-adquirida. Delírios maus que o dia não
passa.
São
lírios sujos da gente. Sementes de nossos pesares. Azares, círios
brancos maculados, luares, lugares,
malditos-cujos ensangüentados.
São
trancos-e-barrancos. Os corações banidos das gentes. Desbotadas
cores que não são mais nem crianças, nem
esperanças...
Apenas dores, suores, horrores.
Sérgio L.
Maduro Página formatada em 14 abr de
2006 |