Saudação a Piquete

Piquete,
Poema de sol, beleza serrana.
riachos de alvura calma,
onde a canção do tropeiro,
ao som do berrante,
escreveu sua história.

Piquete, Arraial, Vila, Cidade.
Velhas capelas, modernas igrejas,
onde fantasmas barbudos
rezam em silêncio, envoltos
num céu de estrelas.

Piquete, saudade...
Na cantiga chorosa dos carros de boi
rasgando as estradas...

Piquete, poema de sol, beleza serrana.
Poesia de flores brancas do café
misturada ao verde, a saltar grotões.
Nos morros distantes,
canta a colheita, nas tardes ensolaradas.

Piquete, gigante!
De pólvora, explosivo!
Operário anônimo constrói
no silêncio, o progresso.

Trenzinho... lembrança profunda
marcada nos trilhos
no espiral da fumaça,
envolvendo bonança.

Piquete,
poema de sol, cidade paisagem.
Eu te saúdo no teu aniversário.
Na voz embargada do operário,
na memória dos antepassados,
na esperança do estudante.
Calor da infância !

Eunice Fernandes
Página formatada em 26 jul 2004

 

 

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