Saudade de minha Terra

Piquete
foste o berço da minha infância
que me embalou desde criança.
De onde guardo doces lembranças
de brincadeiras de roda, pega-pega
e esconde-esconde,
que hoje se vão tão longe...

Terra querida onde nasci.
Felizes foram os anos em que lá vivi.
Uma terra abençoada
que por Deus foi criada,
disso eu tenho certeza.
De um povo simples e cativante
que conquista seus visitantes.
Onde o sol tem mais calor
para aquecer os mais humildes,
que não tem um cobertor
para esconder sua dor.

E a lua, por trás da mata,
vem surgindo cor de prata.
Vai crescendo a grande esfera
iluminando, em grande estilo,
esta cidade que te espera.
Trago dentro do peito,
com muito amor e respeito,
lembranças de todo o jeito:
das grandes festas juninas
e também das natalinas;
dos saudosos carnavais
que Piquete já não tem mais...
A cidade, com muita alegria,
fazia uma grande folia.
Uma festa bem popular
onde todos são iguais.

Piquete, nos anos quarenta,
foi muito hospitaleira,
pois serviu de pousada
das grandes boiadas mineiras.
Nos campos da Vila Célia
esse gado se espalhava,
deixando só o seu rastro,
quando o dia clareava.
Oh! Que saudade que tenho
da minha terra querida,
que guardou, com muito empenho,
belos anos da minha vida.


Maria José Senne de Abreu
Página formatada em 02 ago 2004

 

 

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