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Saudade de minha Terra
Piquete foste o berço da
minha infância que me embalou desde criança. De onde guardo doces
lembranças de brincadeiras de roda, pega-pega e
esconde-esconde, que hoje se vão tão longe...
Terra querida onde
nasci. Felizes foram os anos em que lá vivi. Uma terra
abençoada que por Deus foi criada, disso eu tenho certeza. De um
povo simples e cativante que conquista seus visitantes. Onde o sol
tem mais calor para aquecer os mais humildes, que não tem um
cobertor para esconder sua dor.
E a lua, por trás da
mata, vem surgindo cor de prata. Vai crescendo a grande
esfera iluminando, em grande estilo, esta cidade que te
espera. Trago dentro do peito, com muito amor e
respeito, lembranças de todo o jeito: das grandes festas
juninas e também das natalinas; dos saudosos carnavais que
Piquete já não tem mais... A cidade, com muita alegria, fazia uma
grande folia. Uma festa bem popular onde todos são
iguais.
Piquete, nos anos quarenta, foi muito
hospitaleira, pois serviu de pousada das grandes boiadas
mineiras. Nos campos da Vila Célia esse gado se
espalhava, deixando só o seu rastro, quando o dia clareava. Oh!
Que saudade que tenho da minha terra querida, que guardou, com muito
empenho, belos anos da minha vida.
Maria José Senne de
Abreu Página formatada em 02 ago
2004 |