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Sonho
No alto
verde, perto do sonho azul, no lago das fadas, minha pureza
correu avermelhando as águas brancas no leito branco...
No
alto verde, os espinhos eram perfumes envolventes e a rebeldia
infantil vestiu-se de lua mulher...
No alto verde o canto da
chuva pingava incessante, no trotar do cavalo ecoando
longínquo, no sorriso curioso do cavaleiro jamais
conhecido...
No alto verde, fui fada e rainha, fui sonho e
mulher... Vi choro e sorriso, vi grito e prazer da alma e da
vida...
No alto verde, lá perto do sonho azul, no meio da
névoa que o tempo jamais dissipou, ainda mora uma fada tão linda,
tão pura, menina e criança, criança mulher, perdida,
tristonha, sentindo a pureza do sangue na boca da alma, no riso
da vida, no sonho que nunca acabou...
Sílvia Mota Página
formatada em 19 jul
2004 |