PIQUETE - CIDADE PAISAGEM
SUA GENTE

Luiz Carlos Beraldo Leite


O jovem Luiz Carlos Beraldo Leite

Meu Tio Carlinhos...

Polêmico ele sempre foi... Criativo, inteligente, mordaz; carinhoso também. Era uma personalidade marcante, capaz de suscitar amores eternos e ódios terríveis. Não havia meio termo: ou o amávamos ou o odiávamos. Ele era assim: poderoso em suas emoções e em seus desejos. Feliz e sofredor. Amigo e inimigo. Sempre fez parte de minha vida e dele só recebi carinho e afeto. Nem todos podem dizer isso, mas eu sim. Nós nos amamos com ternura e carinho de irmão, mas ele nunca me permitiu deixar de chamá-lo de tio, apesar da pequena diferença de idade entre nós.
Meu tio Carlinhos! Saudades...


Carlinhos com sua sobrinha Dora Mota, no depósito da Olaria de seu pai Horácio.

Quando nasci, Carlinhos, Suzana (minha tia Zanha) e José Sílvio (meu tio Sico, meu irmão de leite - o Martelo) já lá estavam a minha espera. Tios que eram quase irmãos, companheiros das correrias entre os casarões da Rua Major Carlos Ribeiro. Tornei-me a bonequinha deles, alvo de seu carinho e brincadeiras. Assim crescemos juntos os quatro, entre batizados de bonecas, pecinhas de teatro, revistinhas e gibis.


José Silvio e Dora Mota na Rua Major Carlos Ribeiro.

Dividíamos nossos brinquedos, nossas revistas e repartíamos nossos sonhos. Sempre!!! Até na idade adulta. Meus tios atuaram como irmãos mais velhos, meus companheiros também nas festas.
Aprendi a dançar com tio Carlinhos. Ele me deu a primeira "Cuba-Libre" numa festa no clube da Associação Comercial de Piquete. Tio José Sílvio namorou minhas amigas, convidava-me para madrinha de suas conquistas esportivas, também sempre presente em minha vida. Tia Suzana, mais velha, era minha confidente e conselheira, minha comadre querida...
Muitas saudades desse tempo e dessas parcerias...

Não desejo aqui falar das conquistas políticas e profissionais de Luiz Carlos, sobre sua biografia pública e impessoal. A minha proposta é discorrer sobre o meu tio Carlinhos, coração e emoção, com impressões e opiniões saudosas de uma sobrinha-irmã.


Carlinhos e sua irmã Suzana brincam com a sobrinha Dora Mota,
nas calçadas da Rua Major Carlos Ribeiro, no final da década de 40.

Luiz Carlos Beraldo Leite nasceu em Piquete, em 31 de julho de 1942, filho de Maria de Lourdes Beraldo Leite e Horácio Pereira Leite. Horácio casara-se em segundas núpcias com uma mulher bem mais jovem do que ele. Seus três últimos filhos eram ainda pequenos quando ele faleceu inesperadamente, acometido de uma leucemia complicada por uma tuberculose miliar.
Meu avô Horácio adoeceu, indo para o Rio de Janeiro tratar-se sob os cuidados de seu filho mais velho José Pereira Leite. Voltou morto. Para mim, menina ainda, significava apenas que perdera o velho avô que sempre me destacara com o seu afeto e atenção. Não mais escutaria o arrastar característico de seu chinelo marron de sola de corda entrando em nossa casa.
Para seus três filhos menores era mais complicado: perderam o pai protetor que não mais os acompanharia em seu desenvolvimento. No entanto, puderam contar com a força extraordinária da mãe, Maria de Lourdes, mulher à frente de seu tempo, capaz de aceitar os desafios e enfrentar as dificuldades.


Carlinhos e sua prima Iná Beraldo na década de 50.

Carlinhos, entrando na adolescência, trouxe-lhe um problema que para outras mulheres de sua geração seria um terrível transtorno: era homossexual e não queria fingir ser diferente. Segundo ele mesmo me contou, massacrado pelos preconceitos de uma cidade pequena e até por pessoas de sua própria família, conversou com ela de forma aberta, expondo-se por inteiro. Queria sair de Piquete, ir para um local onde não sofresse tantas agressões morais e até mesmo físicas.


Maria de Lourdes Beraldo Leite grávida da terceiro filho, em sua fazenda, no início da década de 30. Por toda a vida mostrou-se assim: bonita, objetiva, forte e gentil.

Lourdes deixou-o partir, acrescentando que sempre teria um lugar para ele em sua casa e em seu coração, quando quisesse voltar e no momento que desejasse fazê-lo; que procurasse ser feliz, da forma que Deus o havia concebido. O jovem Luiz Carlos precisava se encontrar, aferir seus valores, descobrir o seu destino. Partiu, sabendo que sua mãe o acolheria no momento em que desejasse retornar. E Carlinhos voltou.


Carlinhos e sua sobrinha Dora Mota em baile no
Elefante Branco, no final da década de 60.

Concluiu o curso na Escola Normal "Duque de Caxias", arrebatando o Troféu "Rui Barbosa", destinado ao professorando primeiro classificado nos três anos do curso. Declamador brilhante, oratória poderosa e vibrante, representou Piquete em vários concursos de declamação no Vale do Paraíba e Sul de Minas. De Piquete voltou para São Paulo, onde continuou os estudos; como pedagogo e posteriormente advogado desenvolveu sua atividade profissional até a aposentadoria.
Nunca mais deixou Piquete, estando sempre presente na vida da cidade. Aposentado, ai radicou-se definitivamente, candidatando-se ao cargo de vereador, sendo o campeão de votos e ocupando a Presidência da Casa.

Eu me encontrava em Piquete, por um acaso, quando de sua vitória. Sai com ele, percorrendo os diversos cantos e locais de reunião da cidade. Onde chegava, meu tio era aclamado como futuro prefeito de Piquete, antes mesmo de assumir o seu cargo de vereador. Perguntei suas pretensões políticas e ele me respondeu que seria o próximo Prefeito de Piquete. Afirmou com segurança, com certeza, com fortaleza. Disse que me queria para sua Secretária de Saúde. Naquele momento mesmo lhe respondi que não poderia aceitar o cargo. Minha vida profissional e familiar, todas as minhas atividades prendiam-me ao Ceará, mas eu o ajudaria no que pudesse, com informações e orientações sobre saúde pública. Ao redigir esse texto, parei para pensar como éramos parceiros e "delirantes", pois ele me oferecia uma função no seu mandato como prefeito, quando estava apenas sendo eleito vereador da cidade, mesmo em se tratando do mais votado nas urnas...


A homenagem da Câmara Municipal de Piquete, que ele não teve tempo de receber.

Como Vereador foi nomeado para compor a Comissão de Justiça e Redação e a Comissão de Educação, Cultura, Saúde e Meio Ambiente, sendo eleito Presidente das mesmas. Participou ainda de outras comissões especiais, bem como do Fórum do Meio Ambiente nos anos de 1997 e 1998. Carlinhos cumpriu o que se determinara fazer: candidatou-se a prefeito de Piquete, usando como pseudônimo político "Carlinhos Sessão".

Esse apelido jocoso e pejorativo lhe havia sido colocado na adolescência e muito sofreramos com isso, ele e nós que tanto lhe queríamos bem. Certa feita, menina ainda, no Curso de Admissão do Professor Leopoldo, após as aulas, um cortejo composto por meninos e algumas meninas sem classe e sem educação, resolveu me insultar gratuitamente e por pura maldade, magoando-me através da homossexualidade de meu tio. Provavelmente invejosos de meu destaque nos estudos e em outras atividades que me conduziam a certa visibilidade na cidade, seguiram-me até quase a porta de minha casa gritando: "Atenção, atenção! O tio Sessão vai tirar o calção..."

Meu avô já havia falecido, mas papai assumiu a cobrança ao nosso diretor, de castigo a esses insultadores e aconteceu um festival de punições e suspensões na escola. Entre as meninas, uma das mais atuantes no acontecimento, chamada Célia, veio me pedir para retirar a queixa: ela não havia feito por mal aquilo, era apenas uma brincadeira. Carlinhos gostava de cantar, de recitar, era um artista. Dai o apelido "Carlinhos Sessão". Respondi-lhe simplesmente que a situação se encontrava agora nas mãos do diretor Professor Leopoldo. Eu e meu pai não tínhamos poder para interferir nas punições. Perguntei-lhe ainda se considerava aquela uma "simples brincadeira" mesmo ou se estava apenas querendo fugir do castigo. A garota calou-se encabulada. Deve ter me odiado, mas se isso ocorresse nos dias de hoje o que aconteceria a esse grupo maldoso e discriminador?

Lembrei a ele essa dentre tantas outras histórias e lhe pedi para não usar "Carlinhos Sessão" como pseudônimo. Meu tio me respondeu que iria lutar pelas minorias, que o sofrimento passado poderia impulsioná-lo a ajudar na mudança da ordem das coisas. Segundo ele, o Brasil só melhoraria se as pessoas tivessem a coragem de "dar a cara a tapa". Fizera isso a vida toda e continuaria sua luta. Afirmou também que as pessoas a ele se referiam às ocultas como "Carlinhos Sessão" - então ele assumiria o pseudônimo e o transformaria em um apelido respeitável. Não concordei com ele, mas respeitei sua decisão. Até hoje eu me nego, contudo, em aceitar com facilidade quando referem-se a ele como "Carlinhos Sessão". Mas foi assim que ele foi eleito, tornando-se prefeito de Piquete e deixando grafada sua atuação na política vale-paraibana.


Em seu apoio ao esporte, fotografado ao lado de Ely, ex-jogador de
futebol do time "Estrela do Norte".

No dia seguinte de sua eleição telefonei para ele. Sua alegria era imensa. "Venci o preconceito, Dora. Foi uma apoteose! Conduzido nos braços do povo! Os eleitores desfilaram comigo nos braços pela Praça da Bandeira. Uma vitória! Porta-voz das minorias! O povo me elegeu sabendo quem eu sou e como sou: o Carlinhos Sessão".

Posteriormente, disse-me que como não podia contar com a ajuda de mamãe, por problemas de saúde dela, Rita Junqueira assumiria como sua Secretária de Educação. Ninguém melhor do que Rita para ajudá-lo a atingir o seu objetivo. Sua meta maior seria investir na educação das crianças de Piquete, oferecendo-lhes oportunidade de crescimento na vida. Não havia secretarias em Piquete, mas departamentos diversos. Quando foram criadas as secretarias, Rita Junqueira ao assumir a função, tornou-se a primeira Secretária de Educação da cidade.


Cuidando da educação da criança, estímulou a aprendizagem da música, com a implantação do bem sucedido Projeto Guri

Durante seu mandato conversávamos muito, à distância, por telefone. As pessoas me reclamavam dele por telefonemas e e-mails e eu ia checar o que acontecera, de verdade. Ele se irritava, mas me explicava sempre os motivos de seus atos. Encontrara uma prefeitura cheia de funcionários fantasmas e demitira todos os servidores desnecessários. Em resposta, os opositores disseram que ele estava tirando o pão da boca dos piquetenses...

Acostumada com o serviço público tive que concordar com ele. Depois, iniciou a cobrança dos impostos que ninguém pagava. Outra medida acertada! Irreverente, Carlinhos cobrava os inadimplentes ao encontrá-los, em qualquer lugar, até mesmo em meio às festas e reuniões. "Passe lá na prefeitura para regularizar a sua situação", dizia.
E cada vez mais as pessoas se zangavam com ele.

Um dia me escreveram: "Seu tio fechou o Hospital". Telefonei para ele: como podia ter feito isso? Ele me respondeu: "Dora, eu não sou hipócrita. A FPV entregou o hospital para o município e ninguém fez nada desde que isso aconteceu. O hospital precisa de reforma, de ambulância, de funcionar como hospital de verdade. Atualmente, toda aquela estrutura estragada e abandonada só existe para funcionar como posto de saúde. Nem a Maternidade funciona: as gestantes vão para Lorena ter seus filhos. Fechei mesmo. Fechei para recuperar. Quando puder voltar como hospital você virá para a inauguração". Isso nunca aconteceu, infelizmente.

No carnaval de 2004, uma reportagem intitulada "O Samba e o Prefeito", em um jornal local, ironizava sua presença como folião na festa de Carnaval. Ele me mandou um exemplar para Fortaleza, zombando das críticas.

O artigo dizia: "Na segunda feira de Momo, à noite, em cima do palanque, de calça branca e camisa verde prateadas, bota de cano longo, mecha loira no cabelo, enroscando-se numa fita abóbora, emplumava-se o folião. Para quem o conhece era o mesmo Carlinhos de muitos e muitos carnavais. Há seis décadas distribuindo samba, alegria e ondulações. Explodindo de alegria e serpentina, a autoridade trocava o palanque pela avenida e pelo carro alegórico, quase roubando o cetro do rei".

Perguntei-lhe porque fora assim à festa, afinal era o prefeito. Ele me respondeu: "Primeiro eu sou o Carlinhos, o indivíduo alegre, feliz; só depois sou o Prefeito. Não devo nada a ninguém, não fiz nada demais e sempre gostei de Carnaval. Estou pouco me lixando para os opositores". Tive novamente que concordar com ele...


Ainda no apoio ao esporte, recebendo a visita do judoca campeão Aurélio Miguel.

O final de seu mandato se aproximava e soube que não tentaria uma reeleição. Não acreditei e telefonei para ele. Pensava que meu tio ainda poderia realizar muita coisa na cidade. Encontrei-o deprimido, angustiado, decepcionado e cansado... Julguei que fosse um sentimento passageiro , que ele voltaria atrás na sua decisão de não concorrer a outro mandato.

Logo após as eleições a bomba: encontrava-se com um câncer de estomago invasivo, letal. Compreendi, então, as razões de seu afastamento...
Lutou pelo prolongamento de sua vida, embora irritado com os tratamentos dolorosos que lhe impunham e que ele sabia inúteis.


Na Sessão Solene da Câmara Municipal pelo 115º aniversário de Piquete,
José Silvio Beraldo Leite entrega caneta histórica em cumprimento ao último
desejo de seu irmão. Foto escaneada do Jornal "Cidade Paisagem"

Certo dia me telefonou, feliz como há muito não se mostrava: "Quero você em Piquete no aniversário da cidade. O Hugo Soares me convidou para uma homenagem na Câmara. Vou discursar, falar sobre a nossa família e sua atuação na política e cultura da cidade. Vou contar do papai, do tio Ovídio, da sua mãe. Quero você aqui comigo. Escolha um poema da sua mãe para declamar também."

Estava muito feliz mesmo; posso até afirmar que nosso amigo Hugo lhe permitiu a última grande felicidade de sua vida. Telefonou-me várias vezes, em função da data comemorativa. Contou-me que doaria à Câmara Municipal uma caneta histórica que tio Ovídio lhe dera, com a qual fora assinada a ata da emancipação político-administrativa de Piquete, em 15 de junho de 1891.


Caneta histórica doada à Câmara Municipal de Piquete, em atenção ao seu último desejo. Foto escaneada do Jornal "Cidade Paisagem"

Pretendia declamar um poema épico da autoria de mamãe chamado "Tudo Passa", com o qual arrebatara muitos prêmios em concursos de declamação. Sempre solicitava a minha presença nessa festa. Sabendo que piorava dia a dia, telefonei ao meu tio José Silvio e recebi a resposta que, provavelmente, ele não chegaria vivo ao dia da homenagem. Em seu último telefonema para mim afirmou que a memória resolvera lhe faltar e o que eu achava dele ler o poema (muito longo e difícil), em vez de tentar declamá-lo. Concordei com ele e não mais nos falamos. Não houve tempo!


Paulo Nóia e Darci Amorim homenageiam o ex-prefeito. Na foto também se encontra o Presidente da Câmara, vereador Hugo Soares, José Silvio Beraldo Leite e sua esposa Nair Mineiro Leite. Foto escaneada do Jornal "Cidade Paisagem".

 Em 27 de maio de 2006 seu brilho se apagou. A doação da relíquia histórica à Câmara Municipal aconteceu em seu nome; inauguraram o prédio da Secretaria de Educação, Cultura, Esporte e Lazer com a denominação de Edifício Luiz Carlos Beraldo Leite.

Carlinhos se foi: partiu com suas dores, suas alegrias, suas conquistas e suas derrotas. Morreu como viveu: lutando para ser feliz, enfrentando com garra e determinação os preconceitos e os desafios. Deixou-nos a lembrança de seu sorriso, de sua alegria, de sua mordacidade, de sua firmeza e principalmente de sua autenticidade.

Maria Auxiliadora Mota Gadelha Vieira

Obs. Ao escolher o fundo musical dessa homenagem, veio-me a lembrança as apresentações de tio Carlinhos, jovem adolescente, cantando nas festas do Ginásio da FPV ou se apresentando, aos domingos pela manhã, num programa da Rádio Liberdade de Guaratinguetá.
Ele então buscava o seu caminho e o seu espaço na vida, ao qual não poderia faltar talento, inteligência, alegria, beleza e brilho.


José Silvio Beraldo Leite entrega caneta histórica ao
presidente da Câmara Municipal, vereador Hugo Soares.
Foto escaneada do Jornal "Cidade Paisagem"

Ações da Secretaria de Educação
Gestão Luiz Carlos Beraldo Leite

Projeto Guri

Criado em 1995 pela Secretaria de Estado da Cultura de São Paulo. Implantado em Piquete em setembro de 2004. Atende a 90 crianças em três modalidades: violão, percussão e coral. Funciona no antigo  “Salão da Banda”—  imóvel que pertence, atualmente, à Prefeitura Municipal. O primeiro concerto foi realizado dia 8 de dezembro, com apenas três meses de aula.

Transporte Escolar

Aquisição de 5 microônibus e reforma do ônibus de 45 lugares. São transportados 243 alunos residentes na Zona Rural.

Sede da Secretaria Municipal de Educação, Cultura, Esporte e Lazer

Inaugurada em 2003 a sede da Secretaria de Educação, Cultura, Esporte e Lazer, na Rua Cel. Luiz Relvas, 213 – Centro. Além do gabinete do secretário, possui duas salas para as subsecretarias, sala de reuniões e copa, garagem para os microônibus, depósito para material de limpeza e escolar.

Material Escolar

É fornecido material escolar completo, desde lápis até material para educação artística, durante todo o ano, aos alunos da Rede Municipal de Ensino.

Uniforme Escolar

O aluno recebe uniforme de inverno e de verão, além de tênis.

Municipalização

Foi municipalizada a E.E. Antônio João. Assim, a Prefeitura tornou-se responsável pelo ensino público das séries iniciais do Ensino Fundamental, além da Educação Infantil, que já era de sua responsabilidade.

Plano de Carreira

Atendendo à Constituição Federal e à LDB, foi criado o Plano de Carreira do Magistério em 4-6-2003.

Cursos para os professores
 

Curso Básico de Informática - 2001
carga horária: 100 h

Programa de Formação de Professores Alfabetizadores – PROFA
Carga horária: 180 h
2 turmas: 2002 e 2004

Curso de Capacitação para Professores do Ensino Fundamental - 2004
carga horária: 120 h  

Curso de Educação Ambiental com Ênfase em Percepção e Manejo de Bacias Hidrográficas
Parceria Fundação Christiano Rosa e Fundação Estadual de Recursos Hídricos – FEHIDRO
julho de 2003 a novembro de 2004.
 
Aprendendo com a Natureza
Parceria Secretaria Municipal da Agricultura e Abastecimento e Coordenadoria da Assistência Técnica e Integral – CATI

Mobiliário Escolar

Todas as carteiras foram substituídas por carteiras de modelo anatômico.

Reforma nas Escolas

E.M. Francisca Ribeiro Rodrigues
Construção de quadra de esportes com cobertura e pintura da escola.

Escolas Urbanas
Pintura
Cobertura e reforma de quadras de esportes e construção de vestiários
Construção de salas de leitura e de informática
Reforma de sanitários
Reforma e ampliação de cozinha
Reforma nos telhados

Creche

Aquisição de terreno para a construção de creche dentro da lei vigente.
A Prefeitura fornece 4 refeições balanceadas, material didático, uniforme, tênis e fralda.

Cozinha Piloto

Fornece 2667 merendas para os alunos das redes estadual e municipal.

Construção de escola nos bairros Bela Vista e Santa Isabel

Dados enviados por Rita Junqueira
Piquete, 27 de dezembro de 2004.

A CÂMARA MUNICIPAL DE PIQUETE APROVA: 

Artigo 1º –  Fica denominado Edifício “Prefeito Luiz Carlos Beraldo Leite” o prédio da Secretaria Municipal de Educação,
Cultura, Esporte e Lazer, localizado na Rua Cel. Luiz Relvas, nº 213, centro, de propriedade da Prefeitura Municipal de Piquete.


Dulce Maia e Rita Junqueira, vice-prefeita e Secretária da Educação de Carlinhos,
descerram a placa da inauguração do prédio que passou a levar o seu nome.
Foto escaneada do Jornal "Cidade Paisagem".

 

Carta Aberta a Luiz Carlos Beraldo Leite

Piquete, 20 de maio de 2006

Amigo:

Longe vão os dias do encontro feliz de meus avós paternos com seu pai Horácio Pereira Leite. Doces lembranças restaram da convivência de minha mãe com sua irmã Maria Leite. A vida põe uns diante dos outros nas mais incríveis circunstâncias. No trabalho, na escola, na igreja. Até na guerra. Eu me vi diante de você na poesia. A poeta e declamadora Mariinha Mota, sua irmã e guia. Você, menino e adolescente, já encaminhado para a beleza traduzida em palavras. Os dois respondendo presente. Nos recitais. Nos concursos de declamação. O poeta é um "sentidor". Muitas criaturas enxergam uma nuvem de pó no fim do atalho da vida. O poeta vai caminhando ofuscado pela luz que o chama, afastando-se a cada passo que dá. Entre todos os "mal-te-vis" encarapitados nas árvores da estrada, o poeta escuta a saudação do bem-te-vi ao espreguiçar da aurora. Entre bocas de esgoto e voçorocas, o poeta se delicia com o ingá debruçado na correnteza do regato. Voltado mais para as sinapses do cérebro-alma, muitas vezes é acusado de descuidar-se das atividades do cérebro-cabeça. Homero, Virgílio, Camões, Taunay estavam atentos aos feitos de seu povo. Castro Alves - que você fez conhecer com suas magníficas interpretações - não ficou chorando diante de uma folha de papel. Foi à praça exigir justiça. Meu amigo poeta, ainda estamos em tempo de luta. A luta não vai fugir de você. Ela é sua. O atalho se faz pedregoso. Mas, agora mesmo, um lagarto verde-azul escorregou por entre os seixos na direção do sol nascente. Aguce os olhos! Atente os ouvidos! As aves de arribação gritam enquanto procuram calor. E existem bem-te-vis depois da curva da tristeza.

Da amiga Léa

Jornal "O Estafeta" - maio de 2006


Prefeito e Vice: Luiz Carlos Beraldo Leite e Dulce Maia dos Reis.
Foto do encarte "Piquete, 111 anos", enviado por Lety.

 

 

 

 

Envie esta página para:

Digite o seu e-mail

Coloque seu nome

E-mail de quem a receberá

Voltar