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PIQUETE - CIDADE PAISAGEM
SÍMBOLOS

CARAMURU

Inicialmente, vamos relembrar um pouco da História do Brasil. Diogo Álvares Corrêa, colonizador português, naufragou em 1510 nas costas da baía de Todos os Santos e aí se fixou, vindo a se casar com Paraguaçu, uma índia, filha de um dos chefes da tribo Tupinambás. Assimilou os costumes indígenas e dominou a sua língua. Auxiliou Tomé de Souza e os jesuítas na fundação dos primeiros estabelecimentos de ensino do Brasil. Na chegada à terra firme, viu os índios devorarem muitos dos homens de sua esquadra que sobreviveram ao naufrágio. Para se impor, tomou sua arma e atirou em um pássaro, fazendo com que este caísse morto próximo aos índios. Os índios o temeram por esta demonstração de poder e passaram a chamá-lo de Caramuru (nome que os índios davam à moréia - peixe arisco e de mordida perigosa que as ondas do mar jogavam sobre os rochedos). Tendo por base este fato da História Nacional, o Prof. Dória confeccionou para a exposição comemorativa dos 800 anos de Portugal uma peça em bronze representando o momento em que as duas culturas entraram em choque e o náufrago português se impôs pelos conhecimentos bélicos.  A peça, denominada "Caramuru", mede 1,50m X 0,95m e representa em seu conjunto a chegada do náufrago português ao Brasil. No primeiro plano está a índia Paraguaçu, tendo à mão um pássaro morto. Ainda no mesmo plano, genuflexo, numa atitude muito carinhosa, encontra-se o cacique que, atentamente, ouve as súplicas da filha que pede pela vida de Diogo Álvares Corrêa. No segundo plano, vêem-se vários índios em atitudes diversas, todos demonstrando admiração pelo fato presenciado, e o náufrago que disparara o bacamarte contra o pássaro. Ao fundo, vê-se parte da caravela, ainda não submergida.


Foto de Lety

A parte de fundição da peça foi executada pelos irmãos Zenio e Curzio Zani, do Rio de Janeiro. Em 1943, na gestão do Cel. Waldemar Brito de Aquino, o Prof. Dória doou à Fábrica Presidente Vargas o bronze premiado com a "Medalha de Prata" , bem como todos os direitos autorais e artísticos sobre a obra. 


Foto de Lety

Anos mais tarde, a FPV ergueu um pedestal junto ao marco do Cinqüentenário da Fábrica, e ali fixou a peça de bronze, para deleite e orgulho da população piquetense e daqueles que nos visitam. Cabe a nós, filhos da terra, divulgar e conservar esse patrimônio artístico que nos foi legado pelo Prof. Dória.

Celeste Aída Rosa
Presidente do COMTUR
Texto publicado na Revista Comemorativa "A Cidade - Piquete"
Conselho Municipal de Turismo de Piquete
Gestão Fevereiro 2001/2003


Foto de Lety

 

 

 

 

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