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13 de maio -
Turismo na Rota da Liberdade
Treze de maio de 1888. Há exatos 122 anos, Princesa
Isabel, filha de Dom Pedro II, assinava a famosa Lei Áurea, pondo fim à
escravidão de negros no Brasil. O País foi o último ocidental a abolir o
regime escravagista, responsável por trazer até 5 milhões de africanos nos
porões dos chamados navios negreiros para serem comercializados a peso de
ouro em solo tupiniquim. O que ninguém imaginava na época é que a riqueza
cultural deles herdada seria ainda mais valiosa ao Brasil do que o próprio
lucro dos traficantes de escravos. Mais do que força de trabalho, os que
conseguiram sobreviver à viagem - estima-se que outros 5 milhões foram
capturados, mas não conseguiram chegar vivos ao destino, devido aos
maus-tratos - trouxeram consigo tradições e crenças que, misturadas aos
costumes de brancos e indígenas, marcariam para sempre o caráter peculiar
da identidade nacional e do diversificado turismo verde-amarelo, seja na
gastronomia, na dança, na música, nas manifestações folclóricas ou nas
paredes de construções históricas que hoje estampam importantes
cartões-postais brasileiros, a exemplo de Salvador, Palmares, Porto de
Galinhas e do circuito histórico de Minas Gerais. De olho neste filão, a
cidade de Eldorado, no interior de São Paulo, servirá de sede entre os
dias 7 e 10 de junho para o 1º Encontro Nacional de Turismo em Comunidades
Quilombolas. Organizado pelo governo federal, o evento visa promover o
intercâmbio de idéias e experiências entre os povoados, tanto os que já
desenvolvem atividades turísticas quanto os que apresentam potencial para
isso. A programação contará com visitas aos quilombos de Ivaporunduva e
André Lopes. Por abrangerem áreas fartas em recursos naturais, as antigas
comunidades de escravos fugidos tornaram-se exemplos de sustentabilidade
ambiental e de resgate cultural. Características que levaram o governo do
Estado de São Paulo a lançar, em 2007, a Rota da Liberdade, que envolve 18
municípios do Litoral Norte, Vale do Paraíba e Serra da Mantiqueira. A
iniciativa contou com apoio da UNESCO (Organização das Nações Unidas para
a Educação, Ciência e Cultura) e é formada por seis roteiros. No primeiro,
que passa por Tremembé, Taubaté e Pindamonhangaba, os turistas conhecem a
saga dos negros durante a fase áurea do Ciclo do Café no Vale do Paraíba.
O segundo dá detalhes do movimento abolicionista e seus desdobramentos
desde Tremembé até Redenção da Serra. Outros dois roteiros partem de
Piquete e dão ênfase às heranças religiosas que resultaram no sincretismo
afro-brasileiro, além do papel do negro nos caminhos do ouro. E no último
roteiro, que passa pelas litorâneas São Sebastião, Ilhabela e Ubatuba, o
elo entre o passado e o presente do negro no Brasil é revelado por meio de
remanescentes de comunidades quilombolas, sítios arqueológicos e caminhos
para escoamento do ouro no Litoral Norte.
Fonte: DIÁRIO
DO GRANDE ABC http://www.dgabc.
com.br/News/5810361/na-rota-do-escravo.aspx
Divulgação IRC - Idelmo Reis
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