Poema de Amor e Estrelas

- "Loura e linda criança a fitar as estrelas,
sonhando com a vida, a ciência, o amor,
nem suspeitas que longe, outra loura criança
enfrenta o mesmo céu e sonha os mesmos sonhos..."
Assim dizia a voz do piscar das estrelas,
provocando ilusões nestas duas crianças.
Uma era do Norte. Outra era do Sul.

O silêncio da noite, a grandeza das trevas,
tinha igual importância às crianças -poetas.
Havia este desejo intenso de subir,
penetrar no irreal, de descobrir o mundo!
Ternura indescritível no piscar de estrelas;
na dourada promessa de um dia
encontrarem aquilo que buscavam...

Cresceram as crianças sem mais fitar o céu.
Abrigavam, contudo, com segura certeza,
a beleza profunda do nobre sentimento,
que o sussurro da noite prometia, ainda...
Vergonha de esperar; de um dia ter sonhado,
começou a invadir os dois jovens poetas...
Abalada já estava, e frágil era a lembrança
da voz, que há muitos anos, prometera amor.

Foi então, sem querer, que tudo aconteceu.
Com a luz da alma, os olhos reviveram
o luzir das estrelas...
Pulsando os corações, ouviram a voz do amor.

-"Eu fitava as estrelas"
-" Engraçado, eu também..."
Nada mais foi preciso e nada mais foi dito.
Somente a antiga voz aos dois se fez ouvir:
-"Minhas louras crianças, crianças-poetas...
Que a ilusão infantil seja o real do adulto;
retorne sempre o sonho, como vem a noite.
Eterna a voz da estrela como a luz do amor..."

Autora: Mª Auxiliadora Mota G. Vieira (Maux)
"Poemas Adolescentes"
Página formatada em 02 mar 2003
    

 

 

 

 

 

 

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