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DADINHO
Meu
Fernando querido, um doce encanto repleto de energia a estuar. Por
qualquer coisa você cai em pranto mas facilmente sai a gargalhar.
Sorriso tão gaiato, mel, doçura... Olhar distante e
triste a contrastar... Dez anos de meiguice e de ternura: um sonho
de criança a se formar.
Sua
voz rouca, seu fascínio nato, capaz de a tudo e a todos
conquistar; versátil, inteligente, intimorato, pode com fé em si,
acreditar.
Você ainda é o nenenzinho que em meus braços queria
acalentar. Você ainda é o meu "DADINHO" que ao meu lado queria
conservar.
Em
breve seguirá o seu destino. Perseverante e forte há de
crescer. Hoje, só tem dez anos; é um menino. Acredito em você: irá
vencer.
Aqui, eu ficarei sempre, saudosa, ouvindo das
vitórias, os rumores. Esperarei, qual árvore frondosa, voltar prá
sua sombra, os seus amores...
Poema
composto em 13 mar 1988 Autora: Mª Auxiliadora Mota G. Vieira
(Maux) "Poemas de uma Vida" Página formatada em 20 mar
2005 |