DEPRESSÃO

Em meio à solidão minh'alma sofre
pelo nada que eu tenho,
pelo muito que eu fiz.
Em meio a esta amargura que sufoca,
chora meu coração pela vida perdida.

Em meio a esta tristeza que me invade
e as lágrimas que teimam em correr,
perdida num vazio, tão perdida,
não sei que rumo dar, que norte ter.
Perdida, sem sentido, esta existência...

Tão depressiva e triste me tornei...
Tendo muitos motivos prá viver,
vitórias prá contar, realizações,
- pois legou-me o destino bela estrada
obtendo o que gente pouca teve -
eu só consigo triste me quedar.

Porque dorida a depressão me vem?
Porque meu pranto desce pela face triste?
Porque esta dor crescente no meu peito?
Porque a solidão e esta amargura
que me sufoca os dias e entorpece as noites?

Talvez porque meu brilho seja pouco!
A minha inteligência a se apagar...
O muito que eu sonhei tornou-se um nada.
A tantos apoiei, tanto pranto eu sequei
e não tenho ninguém a me dizer: sou grato!...

Não basta um lar feliz, nem marido, nem filhos.
É preciso ser plena; não só lutar, mas vencer.
E eu me encontro perdida, triste e derrotada,
num vazio crescente, nesta dor depressiva,
pelo tanto que eu dei e o nada recebido...

Autora: Mª Auxiliadora Mota G. Vieira (Maux)
"Poemas de uma Vida"
Página formatada em 17 mar 2005

 

 

 

 

 

 

 

 

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