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Eis
que o Tempo Passou...
Eis que o Tempo passou... Perdida a juventude, face
enrugada, cãs, brilho apagado, resta a imensa saudade nesta
solitude, de toda uma existência; de um prazo esgotado.
Eis que
o Tempo passou... Tão longe já se vai a esperança, o sonho, as lutas de
conquista. Eis que o tempo passou... Nesta noite que cai espectros
desfilam pela minha vista.
Amores fenecidos, mágoas
esquecidas; Vitórias e derrotas; risos, pranto e dor... Desenvoltas
figuras, miragens queridas...
No meu cofre de vida amealhei
ternura. Avarenta que sou armazenei o amor. Eis que o Tempo
passou... mas me legou
ventura!
Autora: Mª Auxiliadora Mota G. Vieira
(Maux) "Poemas de uma Vida" Página formatada em 03 mar 2003
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