A UM JOVEM
POETA
Li teus versos, menino
e me encantei com a força do teu
estro.
Li teus versos, menino
- titubeios primeiros de um promissor
poeta.
Li teus versos, menino
e percebi o brilho que pode vir de
ti.
Na pujança de um verso o poeta revela,
ainda que inseguro,
mesmo que inda a medo,
a sua inspiração, o fogo interior,
a brasa a
arder da arte que impulsiona o ser.
Tantas musas tivestes, quanto
sofrimento...
- Todo poeta ama e sempre há de sofrer.
Quanta ternura
expressas nos teus versos livres.
Como expões tua alma e todo o
sentimento...
Como buscas afeto e ofereces carinho...
Meu menino
poeta, prossiga nesta lida.
Cante, verseje e crie,
pois bem mais
belo é o ser que tem esta coragem;
que revela o que é e enfrenta o seu
sentir;
que conta os sentimentos que lhe vão no
peito.
Escuta-me, menino, pois eu também sonhei.
Sofri, chorei,
criei versos perdidos,
sonhando lindos sonhos irrealizados,
criando
mil quimeras jamais concretizadas.
Todos nós, os poetas, temos que
aprender
a distinguir céu e terra; fantasia e ilusão
da crua
realidade.
E tu, que ora começas, aprenda a definir
tua estrada,
teu rumo, corporizar o sonho,
pra não ser só mais um
POETA, SEM
VIVER...
Autora: Mª
Auxiliadora Mota G. Vieira (Maux)
"Poemas de uma Vida"
Página
formatada em 26 fev
2006