MEDO DE AMAR
Porque
foges, menino, deste grande amor?
Porque hesitas tanto em decidir
enfrentar emoções?
Pode a vida ser bela, quando o amor
eclode
intensamente, forte e puro;
explode o sentimento arrebatando a
alma.
Porque
foges, menino, deste afeto?
Porque te amparas apenas no
desejo,
vivendo as emoções garimpadas na
vida,
beijando bocas sem identidade,
entre braços sem nome,
rostos sem lembranças?
Porque foges,
menino, deste grande amor
que é tão intenso e terno; um primeiro
amor
que é todo e inteiro teu?
Porque foges, menino, deste
coração
que é tão meigo e doce, que só pulsa por ti?
Porque não vês,
menino, toda esta ventura
que aos dois pode surgir, bastando que tu
queiras,
que procures viver, sem ter medo de amar?
Porque não
tentas, menino, encontrar num sorriso,
a meiguice suprema de ser assim
amado?
Toma tento,
menino. És tão jovem ainda...
Talvez quando buscares por esta
ternura
não mais a encontrarás...
Aos dois há de
ficar uma saudade triste,
de um amor não vivido, da emoção não
sentida.
Restará a nostalgia de um olhar perdido
- num momento da
vida - por ter medo de amar...
Autora: Mª Auxiliadora Mota G. Vieira
(Maux)
"Poemas de uma Vida"
Página formatada em 16 mar
2005