MENINA E MULHER

Menina tão linda, tão cheia de sonhos,
tão plena de vida, tão rica de amor...
Olhava prá o céu, amando o luar.
Fitava as estrelas, sentindo ternura.
Vivia da cor, do perfume, da luz!
Tão cheia de sonho, tão rica de amor,
menina plena de vida que um dia fui eu.
A MENINA CRESCEU.

Menina pequena, tão rica de sonhos,
tão plena de vida, tão cheia de amor,
perdeu-se da vida que um dia ela foi.
Menina tristonha, vazia de amor.
Menina chorando, menina sofrendo.
Menina crescida esqueceu de sorrir.

Menina vivia num mundo irreal.
Menina perdida, restou-lhe só um nada:
não mais esperança nem brilho de vida,
sonhando mil sonhos que não tinham cor,
não via mais luz, não sentia o perfume.
Menina tristonha a menina crescida!
Menina sozinha que um dia fui eu...

Menino surgiu e então trouxe o amor.
Chegou prá menina sozinha e tristonha.
Menino querido portava a alegria,
trazendo o perfume, a cor, o sorriso...
Menino, o amor, a ventura, este mundo
brilhando em seus olhos, que eu sinto em você,
tornaram-me agora, de novo, menino,
menina feliz, tão cheia de vida,
tão rica de sonhos, tão plena de amor!

E hoje, menino, que eu sou tão feliz,
não tenho menino nem sou mais menina.
Menino sonhado da alegre menina
que um dia existiu...
Menino esperado mas nunca encontrado
da triste menina que um dia fui eu...
Menino é um homem que trouxe prá vida
não mais a menina risonha ou sozinha.
A MENINA MORREU!

De tudo restou, tão rica de sonhos,
tão cheia de vida, tão plena de amor,
MULHER prá este homem, que agora sou eu!...


Autora: Mª Auxiliadora Mota G. Vieira (Maux)
"Poemas de uma Vida"
Página formatada em 25 fev 2004

 

 

 

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