NO MEIO DA NOITE

O frio cortava...
O frio gelava
o corpo da gente.
A noite era escura,
bem negra, bem fria.
Pisei a calçada
em que, criança, brincava.
Não senti a ternura,
nem mesmo a ventura
que outrora sentia
quando retornava...

A noite era escura,
bem negra, bem fria.
Em minh'alma eu senti
a frieza da noite,
o negrume da noite...
Nem uma emoção
ao pisar este chão,
ao rever os recantos
que testemunharam
meus sonhos, meus prantos,
agora esquecidos.
Os sonhos perdidos,
irrealizados...

A noite era escura,
bem negra, bem fria.
Voltei com a noite
trazendo no peito
uma nova emoção.
Eu estava sem jeito
por ter encontrado
uma nova afeição.
Tinha outra alegria
e mesmo outros sonhos...
Não vinham dali,
da minha terra natal,
de onde eu nasci.
Trazia a alma vibrante,
o coração palpitante
e um sonho de amor.

Senti o vento cortante
passar fustigante
e gelar o meu corpo.
Lembrei de seus olhos
tão doces, profundos,
que me aqueciam
em poucos segundos.
Senti a saudade
chegar de mansinho.
Pensei em você
com muito carinho...

Olhei ao redor
e então percebi,
que apesar de você
eu ainda amava
aquele lugar.
Senti a ternura
que sempre sentia
quando retornava...

A noite era escura,
bem negra, bem fria.
Entre as sombras da noite
divisei o seu vulto.
Estava comigo,
em meu coração.
Na noite tão fria,
tão negra e escura,
lembrando os seus olhos
eu me aqueci...

Autora: Mª Auxiliadora Mota G. Vieira (Maux)
"Poemas Adolescentes"
Página formatada em 25 fev 2004   

 

 

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