MITOLOGIA GREGA

 

ATENA

Uma das doze deidades olímpicas, Atena destacou-se como a deusa virgem da guerra e da sabedoria, assim como a patrona das artes agrícolas e do artesanato feminino, especialmente a arte de tecer e fiar. Entre seus presentes ao homem destacaram-se: a invenção do arado, a arte de domesticar animais, a construção de navios e a confecção de sapatos. Freqüentemente associada aos pássaros, Atena representava-se especialmente pela coruja, ave que os gregos relacionavam com a força e a sabedoria.

Era melhor fugir que ceder. Métis, a Prudência, fugiu em todas as direções. Não lhe convinha a paixão sem fidelidade que Zeus lhe oferecia. Através das nuvens, dos mares e das planícies o deus enamorado a perseguiu. Só descansou quando a encontrou e se amaram. O fruto deste amor começou a brotar no ventre de Métis. Quando Zeus percebeu que a gestação chegava ao fim, consultou o oráculo de Gaia. Nasceria uma filha, foi a resposta, mas o próximo descendente em Métis, seria homem e destronaria o pai, como esse por sua vez subjugara seu pai Cronos. Para defender o poder ameaçado qualquer sacrifício era válido e Zeus engoliu a amante.

Pouco tempo depois andava pelas margens do Lago Tritônis e, repentinamente, uma dor insuportável lhe deteve os passos. A cabeça latejava e ardia. Era como se milhares de punhais, aprisionados dentro dela, escavassem, às pontadas, os caminhos de saída. Os gritos desesperados do Senhor do Olimpo sacudiram a terra e atraíram os deuses. Às pressas, Hermes chamou Hefestos, o ferreiro divino que, vibrando no ar o machado de ouro com toda a força, golpeou o crâneo de Zeus. Da ferida aberta saiu uma mulher belíssima, vestida em reluzente armadura. Na cabeça ostentava um elmo de ouro; nas mãos o escudo e a lança. O céu relampejou e o Sol segurou os arreios de seus corcéis para dar passagem à bem vinda. Os imortais do Olimpo ergueram-se de surpresa e respeito e o coração de Zeus não coube em si de contentamento.

Atena tornou-se a deusa da sabedoria. Era também deusa da guerra. Desfrutava da valentia, da coragem e da ousadia no campo de batalha, mas não tinha tempo para matanças sem sentido, como o deus da guerra Ares. Para Hefestos, o deus ferreiro, a deusa representava uma rival atraente e, em várias ocasiões, tentou torná-la sua amante. Certa vez, em meio a uma intensa batalha entre ambos, o sêmen de Hefestos caiu na coxa da deusa, que o limpou com um pedaço de lã, atirando-o depois, enojada, o mais longe que pôde.

À principio, Gaia recusou-se a gerar o filho concebido em tal violência, mas acabou trazendo à luz Erictônio, ser monstruoso, metade criança, metade serpente. O Olimpo não deveria saber de nada. A deusa encerrou num cofre o pequeno monstro e confiou-o aos cuidados da princesa Aglauro, filha de Cécrope, o rei ateniense. Mas o pequeno monstro não estava protegido totalmente. Ares desejando a irmã mais nova de Aglauro, tentou penetrar em seus aposentos. Aglauro, à princípio, em troca de jóias e moedas de ouro, consentiu na investida do deus mas, enciumada, voltou atrás, tentando impedir Ares de ter sua irmã.

O deus então a transformou numa pedra. Algum tempo mais tarde, as irmãs de Aglauro encontraram o cofre e o abriram. A visão do monstro recém-nascido distorceu suas mentes e elas enlouqueceram, atirando-se do alto da Acrópole. Atena, então, recolheu Erictônio no seu manto para criá-lo.

Atena atuou como defensora dos gregos na Guerra de Tróia. Depois da queda de Tróia, entretanto, os gregos não respeitaram a santidade de um templo de Atena onde a profetisa Cassandra buscou abrigo. Como castigo, tempestades enviadas pelo deus do mar, Posseidon, a pedido de Atena, destruiu a maioria dos navios gregos que retornavam de Tróia.

 

 

 

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