MITOLOGIA GREGA

 

A Guerra de Tróia

Durante as bodas de Peleu e Tétis, Éris (a Discórdia), enraivecida por não ter sido convidada, vingou-se provocando uma disputa acerca de uma maçã na qual se encontrava a seguinte frase:"À mais bela".
As três deusas presentes, Hera, Atena e Afrodite pretendiam ter direito à maçã. Zeus, então, determinou que as deusas fossem levadas por Hermes ao Monte Gárgaro para serem submetidas ao julgamento do pastor Páris.

Hera prometeu-lhe poder e riqueza, Atena sabedoria e fama e Afrodite o amor da mais bela mulher do mundo. Páris declarou Afrodite merecedora do prêmio. A mulher mais bela do mundo era, então, Helena, casada com Menelau rei de Esparta. Para lá Páris se dirigiu, sendo recebido cordialmente por Menelau. Não obstante o bom acolhimento, raptou-lhe a esposa, levando-a para Tróia.

Diante dessa afronta, toda a Grécia ardeu de indignação. Um grande exército foi armado e partiu do porto de Áulida com destino a Tróia. Era formado por cem mil homens sobre 1186 naus; no comando, os mais valorosos principes de sangue aqueu: Agamenon, rei de Argos; o próprio Menelau; o prudente Ulisses, rei de Ítaca; o sábio Nestor; Aquiles, o mais forte; Ajax Telámon o mais forte depois de Aquiles, Ajax Oileu, Diomedes e Pátroclo, o amigo íntimo de Aquiles.

Como as naus gregas não pudessem se mover de Áulida, por falta de ventos, e o adivinho Calcas tivesse dito que era necessário aplacar Ártemis, Agamenon sacrificou à deusa sua filha Ifigênia.

Chegando os gregos à Tróia, iniciou-se o cerco que duraria dez anos (de 1090 a 1080 a.C.). Hera e Atena simpatizavam com os gregos; Ares e Zeus com os troianos.

Uma desavença entre Aquiles e Agamenon pela posse de uma escrava (Agamenon desejava que Aquiles lhe cedesse Bríses, em substituição a Críseis, seu pai, sacerdote de Apolo, para que cessasse uma peste que o deus enviara ao campo grego), fez com que Aquiles se retirasse para as naus gregas, acompanhado de seu soldados, os mirmídones.

Quando, porém, Heitor matou Pátroclo, Aquiles saiu de sua inação voluntária e acabou por matar Heitor. A ira de Aquiles, todavia, não se aplacou com a vitória: furou os pés do cadáver de Heitor e arrastou-o no pó, atrelado ao seu carro, sob o olhar horrorizado de Príamo e de Hécuba, pais de seu adversário.

Outros valorosos guerreiros troianos continuavam a lutar: Enéias, Sarpédon, Teucro, enquanto prosseguia o assédio. Aquiles foi atingido por uma flechada de Páris no calcanhar (único ponto vulnerável de seu corpo) e morreu. Páris, por sua vez, foi traspassado por Filoctetes. Mas Tróia não cairia enquanto conservasse Paládio dentro de suas muralhas, portanto, foi ele raptado por Diomedes e Ulisses.

As muralhas da cidade também não podiam ser abatidas pela força - era necessário recorrer à astúcia. Epeu construiu um cavalo de madeira, dentro do qual se esconderam Ulisses e os seus mais valorosos companheiros. Conseguindo entrar na cidade, os gregos incendiaram-na e a maior parte de seus habitantes foi morta ou conduzida como escrava.

Príamo foi degolado por Pirro sobre a ara do palácio. Enéias conseguiu fugir transportando nas costas seu velho pai Anquises. Alcançou, com os Penates troianos (imagens das divindades locais) a Itália, onde fundou um reino - o primeiro germe da grandeza de Roma.

 

 

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