MITOLOGIA GREGA

 

HERMES

Maia, a filha do Titã Atlas, vivia na Arcádia, no cume gelado do Monte Cilene. Ela corria e dançava, espargindo beleza em todas as direções, como um grande desafio à tristeza do inverno. Sobre este cenário pairou o olhar de Zeus e ele partiu para a Arcádia, ao encontro de Maia, enquanto sua esposa dormia.

Indiferentes a tudo, Zeus e Maia amaram-se com fervor e a Arcádia viu nascer depois o seu deus, Hermes. Os pastores da Arcádia, os primeiros a venerá-lo, invocavam-no como protetor das cabanas, dos rebanhos, dos cães, dos cavalos e mesmo de animais selvagens como o leão e o javali.

Aos poucos tornou-se o protetor dos viajantes, conduzindo-os por estradas muitas vezes cheias de risco. Como a maioria das viagens dos gregos possuiam cunho comercial, Hermes tornou-se o deus do comércio e dos ladrões. Como servente especial de Zeus, Hermes possuia sandálias com asas, um chapéu alado e um caduceu dourado, ou vara mágica, entrelaçado por cobras e coroado com asas.

Conduzia as almas dos mortos ao mundo inferior e acreditava-se possuir poderes mágicos sobre o sono e os sonhos. Os romanos o conheciam como Mercúrio. Como divindade dos atletas, Hermes protegia os ginásios e estádios e atribuía-se a ele a responsabilidade pela fortuna e a riqueza.

Apesar de sua característica virtuosa, era também um inimigo perigoso, astuto e ladrão. No dia de seu nascimento, Hermes roubou o gado de seu irmão, o deus Apolo, obscurecendo sua trilha e fazendo o rebanho caminhar devagar, atrasando-o. Quando inquirido por Apolo, negou o roubo. Os irmãos finalmente se reconciliaram quando Hermes deu a Apolo sua mais nova invenção: a lira.

Hera, a ciumenta esposa de Zeus, à princípio detestou Hermes, ressentida pelo seu nascimento. A fim de desviar sua cólera, Hermes se disfarçou com fraldas e a fez acreditar que ele era o pequeno Ares, um dos filhos da deusa. Após amamentá-lo, Hera o aceitou como filho adotivo.

Hermes foi representado na arte grega como um homem barbudo e adulto; na arte clássica ele era representado por uma juventude atlética, nu e sem barba. Na Grécia atual, as margens das estradas comerciais estão salpicadas de pequenos santuários cristãos em forma de coluna. Estes consolos de viajante têm a sua origem nos hermeia, colunas quadradas outrora consagradas a Hermes.

 

 

 

 

 

 

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