MITOLOGIA GREGA

 

 

O Nascimento das Nove Musas

Súbito clarão rompe o escuro da noite. O céu explode numa festa de estrelas.
Risos e cânticos ressoam pelo espaço infinito. São os deuses que comemoram sua vitória sobre Cronos (Saturno) e as forças da natureza bruta.

A dura batalha terminou. Já não há mais sangue sobre o mundo. Zeus (Júpiter) é agora o rei do céu e da terra. Posseidon (Netuno) comanda os mares. Hades (Plutão) governa as profundezas dos mortos.

Todo o poder do universo está nas gloriosas mãos dos olímpicos. Para tão grande triunfo, a comemoração de uma noite não basta, pensam os deuses. É preciso registrar a façanha na própria memória do tempo. É preciso cantá-lo para sempre a todos os cantos do mundo.

Cabe a Zeus engendrar os seres que haverão de celebrar a vitória através dos séculos. O rei do céu e da terra escolhe, para ajudá-lo na missão, a titânia Mnemósine, a própria Memória: nada seria esquecido quando dito por alguém gerado no seio dela.

O soberano olímpico imediatamente toma o rumo da Piéria, onde mora a escolhida. E surpreende-a solitária e dócil. As nuvens entrelaçam-se num véu diáfano para cobrir o leito dos dois imortais. A noite fez-se mais cálida. O ar torna-se em perfume.

E, durante nove noites, num poema de horas, Zeus une-se a Mnemósine. Os meses de espera parecem não terminar nunca. Mas um dia, finalmente, realiza-se o desejo dos deuses: irmãs na beleza, irmãs na harmonia, irmãs na missão, nascem as nove filhas de Zeus e Mnemósine. Nascem as Musas.

 

 

 

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