MITOLOGIA GREGA
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POSSEIDON Filho de
Cronos e irmão de Zeus e Hades, Posseidon e seus irmãos, destronaram o pai
e repartiram o mundo. Possuía um palácio de ouro, sob o mar Egeu, e percorria a superfície da água numa carruagem de ouro levada pelos mais velozes cavalos. Posseidon comumente desafiava os outros deuses do Olimpo. Disputou Corinto com Helios, o Sol. Ambos desejavam a veneração especial do povo, tornando-se necessário recorrer ao Gigante Briaréu para decidir a questão. Após longo julgamento, o gigante entregou a Hélios o poder. Inconformado, Posseidon resolveu tentar a sorte na
Ilha de Égina, mas o grande Zeus já elegera para si a cidade. Na contenda,
o deus dos mares saiu novamente derrotado. Restava Naxos. Para lá
dirigiu-se Posseidon, animado de esperanças. Chegou tarde demais: no
templo da cidade deparou com Dioniso, soberano
absoluto. Rapidamente, pos-se a caminho, sequioso de poder. Mas
o mesmo objetivo animava a formosa Atena. A disputa acirrada despertou a
atenção dos mortais e dos deuses. Após longa e conturbada discussão ficou
decidido que o povo escolheria o concorrente que lhe oferecesse o presente
mais útil. Muitos amores marcaram sua existência. Com Deméter gerou Arião, cavalo veloz que serviu a Hércules. Com Hália, teve Rodes, esposa do Sol; com Ifimédia, Oto e Efialtes, gigantes que tentaram raptar Ártemis e Hera. Com Amimone foi pai de Náuplio, fundador de grandes cidades. De sua união com Medusa teve Crisaor - pai de três monstros - e Pegasus, o cavalo alado. Quase
todos os seus filhos herdaram-lhe o caráter violento. Um deles, o ciclope
Polifemo, seu filho com a ninfa Toosa, tornou-se célebre por devorar
alguns seguidores de Ulisses. O herói grego conseguiu escapar, cegando-o
com a ponta quente de uma estaca, lesão que Posseidon nunca lhe
perdoou. Nas obras de Homero, Posseidon é inimigo implacável dos troianos. A hostilidade surgiu pela falta de integridade do rei troiano Laomedonte, pai de Príamo. O monarca havia combinado entregar a Apolo e Posseidon certa soma de dinheiro em troca da construção das muralhas de Tróia mas, tendo a obra sido concluida, negou-se a pagar aos deuses. Embora pareça que Apolo ficou satisfeito em castigar os troianos lhes enviando a peste, Posseidon não serenou enquanto os gregos não destruíram a cidade. |

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