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Habeas Pinho Em Campina Grande, na Paraíba, em 1955, um grupo de boêmios fazia serenata numa madrugada do mês de junho, quando chegou a polícia e apreendeu o violão. Decepcionado, o grupo recorreu aos serviços do advogado Ronaldo Cunha Lima, então recentemente saído da faculdade e que também apreciava uma boa seresta. Ele peticionou em Juízo, para que fosse liberado o violão. Esse petitório ficou conhecido como "Habeas Pinho" e enfeita as paredes de escritórios de muitos advogados e bares em praias do Nordeste. Mais tarde, Ronaldo Cunha Lima foi eleito deputado estadual, prefeito de Campina Grande, senador da República, governador do Estado e deputado federal. Vejamos a famosa petição:
HABEAS PINHO O instrumento do crime que se arrola Um
violão, doutor, que na verdade O violão é sempre uma ternura, O violão é próprio dos cantores, O violão é música e é canção, Seu viver como o nosso é transitório, Mande soltá-lo pelo amor da noite Libere
o violão, Dr. Juiz, Será crime, e afinal, será pecado, É o apelo que aqui lhe dirigimos, Ronaldo Cunha Lima, advogado. O juiz Arthur Moura deu sua sentença no mesmo tom: Para que eu não carregue Texto
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