Réquiem para um Vovô

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Há um ano
reunimo-nos todos, emocionados, no Rio de Janeiro. As avós chegaram antes. Você poucas horas depois. Afinal, o bebê se apressou e nós moramos tão distante, dependendo dos caprichos das empresas aéreas. Você veio com sua malinha e sua ternura, a
emoção visível em seus olhos azuis. Hoje, Celso, nosso netinho completa um aninho e a sua ausência precoce nos entristece. Tenho certeza que se ainda estivesse entre nós, comemoraria o dia de hoje com sua filha, com o meu filho e ao lado do seu netinho, beijando-os por esse marco feliz. Ele cresceu, Celso. Está lindo, inteligente, feliz, amado e, mais que tudo, terno e carinhoso. Com a ternura e o carinho pelos quais você é um dos responsáveis, com sua herança de amor, dedicação e afeto. Não
poderia deixar de lembrá-lo nesse dia, nem registrar o seu sorriso de
felicidade ao entrar com ele nos braços, na Cripta da Catedral de
Fortaleza, quando de seu batizado. Prometo que abraçarei mil vezes nosso neto para você, e que sua filha será também a minha filha, sempre! Cuide de
nós, aconchegue sua loura e acalente seu neto de onde estiver.
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